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Marques Mendes responde a PS: "O meu pai nunca esteve no Governo"

Luís Marques Mendes pautou o seu comentário deste domingo com a polémica sobre relações familiares na política, um assunto que germinou de algumas nomeações familiares dentro do atual Governo.

Marques Mendes responde a PS: "O meu pai nunca esteve no Governo"
Notícias ao Minuto

22:04 - 31/03/19 por Anabela Sousa Dantas 

Política Comentário

A discussão em torno das relações familiares em cargos políticos começou dentro do Governo de António Costa mas atingiu os dois lados da bancada, quando se foram descortinando e relembrando ligações mais e menos distantes no poder político.

Luís Marques Mendes, no seu espaço habitual de comentário da SIC Notícias, defendeu-se da menção que havia sido feita da sua família, por Carlos César, no âmbito desta questão. O líder parlamentar socialista, sublinhe-se, recordou que o pai do comentador foi deputado na primeira, terceira e quarta legislatura, o próprio foi "ministro por cinco vezes", deputado e líder parlamentar e "a sua irmã é deputada e dirigente parlamentar".

O antigo líder do PSD acredita que Carlos César “veio um pouco confundir as coisas”, porque se fala de “acumulação de cargos no mesmo governo ou na Assembleia”.

“Eu estive no governo durante anos, o meu pai nunca esteve no governo”, indicou, sobre António Marques Mendes. “O meu pai foi deputado da Assembleia da República, eu fui deputado da Assembleia da República já muitos anos depois do meu pai sair, nunca estivemos juntos”, acrescentou.

Sobre a irmã, Clara Marques Mendes, explica: “Eu já acabei a minha vida política há 12 anos, a minha irmã é deputada há meia dúzia de anos, portanto nunca houve essa confusão que Carlos César estava a apontar”. “Foi um tiro ao lado”, apontou.

"O problema é o excesso, dá ideia de padrão"

Sobre a pretensa consanguinidade no Governo, o Conselheiro de Estado refere que não teria “importância de maior” se se tratasse apenas “de um caso ou dois”, porque “sempre aconteceu no passado e sempre acontecerá no futuro”. “O problema é o excesso, o exagero, a profusão de casos, que dá ideia de um padrão”, avançou.

No entender do comentador, este assunto é “um incómodo para o PS”, na proximidade de um período eleitoral. “Não me surpreende se as próximas sondagens mostrarem alguma quebra”, afirmou.

Por outro lado, vaticinou o antigo secretário de Estado, a polémica constitui também “um dano sério para a democracia”, à margem dos partidos. “Situações desta natureza, quando são em série, obviamente que degrada a qualidade da democracia, agrava o sentimento anti-político”, explicou, enumerando reações como abstenção ou populismos.

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