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Rio diz que acordo na Lei de Bases da Saúde é "relativamente fácil"

O líder do PSD, Rui Rio, defendeu hoje ser "relativamente fácil" um entendimento com o Governo sobre a nova Lei de Bases da Saúde, referindo que esse cenário só será inviabilizado por "manifesta tática política" do PS.

Rio diz que acordo na Lei de Bases da Saúde é "relativamente fácil"
Notícias ao Minuto

22:55 - 25/03/19 por Lusa

Política PSD

"Só não haverá um entendimento sobre a Lei de Bases da Saúde, que são linhas orientadoras, por manifesta tática política do PS. Eu acho que é relativamente fácil chegar a um entendimento", afirmou aos jornalistas o presidente do PSD em Viana do Castelo antes de iniciar uma reunião, à porta fechada, com militantes do distrito.

"A não ser que, de repente, passe qualquer coisa feia pela cabeça ao PS e diga: setor social e setor privado rua. É tudo público, tudo público. Se for isso, aí não há acordo", avisou Rui Rio.

O presidente do PSD referiu que a proposta do PSD é "perfeitamente equilibrada".

"Só por uma teimosia muito grande é que o Partido Socialista diz que não dialoga com o PSD, nem com o CDS, que só dialoga com o Bloco de Esquerda ou com o PCP. Se for assim, não há acordo", frisou.

O Governo quer aprovar, ainda nesta legislatura, a nova Lei de Bases da Saúde que defenda o Serviço Nacional de Saúde (SNS) "universal, público e tendencialmente gratuito.

No domingo, num discurso no jantar de abertura, em Alpalhão, concelho de Nisa, das jornadas da proximidade do PS, em Portalegre, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, afirmou que um dos "enormes desafios" até julho é a aprovação da Lei de Bases da Saúde.

Uma lei que "defenda o SNS universal, público e tendencialmente gratuito", disse.

"Queremos aprovar esta lei com quem quiser estar connosco, com o máximo de apoio, com a melhor e a maior maioria possível", afirmou Duarte Cordeiro.

Questionado, no sábado, sobre se o Governo afrontará o Presidente da República se Marcelo Rebelo de Sousa vetar a nova Lei de Bases da Saúde - por o PSD ficar de fora da sua aprovação e, pela primeira vez, o PS avançar com a reconfirmação parlamentar, sem alterações, segundo avançou o jornal Público, no sábado -, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a Lei de Bases "não é para afrontar ninguém", tendo insistido que o objetivo é ter a maior maioria possível.

"A Lei de Bases da Saúde não é para afrontar ninguém, é para podermos ter um sistema que corresponda àquilo que tem de ser a modernização do SNS", afirmou.

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