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PS faz "o papel útil que a oposição não faz", diz Carlos César

Carlos César, líder parlamentar do PS, terminou hoje as jornadas de proximidade do partido no distrito de Portalegre a reivindicar para os socialistas "o papel útil que a oposição não faz" ao Governo.

PS faz "o papel útil que a oposição não faz", diz Carlos César
Notícias ao Minuto

14:55 - 25/03/19 por Lusa

Política Declarações

Depois de visitar a escola de formação da GNR e as instalações vazias do Instituto Português da Juventude (IPJ) em Portalegre, o líder da bancada socialista fez um balanço e uma defesa cautelosa de algumas das reivindicações dos socialistas do Alto Alentejo, como a construção da barragem do Pisão ou a ligação rodoviária à auto estrada.

Iniciativas, o PS não apresentou nenhuma, mas, como noutras jornadas parlamentares deste tipo, prometeu enviar ao Governo relatórios setoriais com propostas, uma "apreciação crítica" sobre os temas levantados nas jornadas.

"Nestes relatórios não incluímos nunca elogios. Incluímos sempre propostas e críticas. Fazemos, também aqui, o papel útil que a oposição não faz. Porque a oposição apenas tem uma visão destrutiva do Portugal que encontra. Nós temos uma visão da recuperação do Portugal que queremos", descreveu ainda.

Estas jornadas foram mais curtas do que o normal e incluíram, no domingo, uma espécie de jantar-comício, em clima de pré-campanha para as eleições europeias de maio, com o cabeça de lista do PS, Pedro Marques, e hoje visitas a vários concelhos do distrito e um almoço na aldeia de Pisão.

Horas antes, no jantar, Carlos César ouviu a presidente da Câmara de Nisa, Idalina Trindade, fazer uma defesa apaixonada de vários investimentos, como a ligação rodoviária à autoestrada ou a construção da barragem do Pisão, com uma frase: "Construam-na, caramba!"

E a pedir estradas melhores. "Não merecemos nós um tapete novo já que não temos autoestradas?", questionou.

O líder parlamentar e presidente do PS admitiu que "todas essas reivindicações são corretas e adequadas".

Mas não se podem "fazer estradas e caminhos para o nada" e o "problema é justamente preencher 'o nada' com a fixação de serviços, com a fixação de investimentos, com fatores de sustentabilidade".

"O mais importante é que o Governo consiga atrair investimentos, sobretudo investimentos privados, investimento estrangeiro. Aqui há um enorme potencial, por exemplo, do ponto de vista turístico, para a região, ganhando esse músculo económico", disse ainda.

Exemplos deu vários do que o executivo está a fazer, nas suas palavras, como a tentativa de tornar em "investimento múltiplo" a construção da barragem do Pisão, reclamada há anos, ou ainda a prevista saída da escola da GNR do antigo Convento de São Bernardo, um investimento previsto de 14 milhões de euros.

Este convento do século XVI "pode facilmente ser adaptado, com grande brilho e com grande qualidade, ao investimento turístico que seja referencial do distrito", admitiu.

Como exemplo de tentativa de fixação de pessoas, para "preencher o 'nada'", Carlos César deu ainda o exemplo do IPJ de Portalegre, que este Governo reativou depois de ter sido encerrado no anterior Governo PSD/CDS, de Pedro Passos Coelho.

Depois de ter visitado o edifício, e de apontar as infiltrações de água, que rotulou de "infiltrações passistas", César deu o exemplo do IPJ, onde se planeia vir a instalar uma residência estudantil -- Portalegre tem um instituto politécnico -- e reabrir a pousada de Juventude.

As jornadas de proximidade incluem um almoço na aldeia de Pisão, com todos os deputados, e alguns deles ainda farão visitas durante a tarde, por exemplo, a Ponte de Sor.

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