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BE, PCP e PEV dão razão a professores e esperam "coerência" no Parlamento

BE, PCP e PEV associaram-se hoje à manifestação dos professores em Lisboa pela contagem integral do tempo de serviço, que consideraram uma questão de justiça que esperam ver resolvida pela Assembleia da República no próximo dia 16.

BE, PCP e PEV dão razão a professores e esperam "coerência" no Parlamento
Notícias ao Minuto

17:41 - 23/03/19 por Lusa

Política dia 16

Em declarações aos jornalistas, junto ao Marquês de Pombal, a dirigente do Bloco de Esquerda Catarina Martins defendeu que a apreciação parlamentar do decreto do Governo, no próximo dia 16 de abril, "servirá para encontrar um modo de contar integralmente o tempo de serviço dos professores ainda que de forma faseada, como os próprios professores entendem, que tem de ser".

A deputada sublinhou que o parlamento poderá forçar o Governo a contar todo o tempo de serviço "se todos os partidos forem consequentes com o que votaram no Orçamento do Estado e se não recuarem perante aquilo que disseram, se não tiverem nenhuma hipocrisia".

Para o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, "é tempo de resolver este problema, um problema de fundo" e a apreciação parlamentar do decreto do Governo, no próximo dia 16, será o momento para "desbloquear uma situação inaceitável e insuportável".

"O PSD ainda é uma incógnita no seu posicionamento e nas suas propostas, mas a questão central é o Partido Socialista e o Governo do PS que tem de corresponder àquilo que hoje é cada vez mais claro para os portugueses, que os professores têm razão", disse o secretário-geral do PCP, depois de cumprimentar vários dirigentes sindicais na primeira fila da manifestação, a descer a Avenida da Liberdade.

Catarina Martins e Jerónimo de Sousa consideraram que o regime adotado nas regiões, que contempla a contagem integral do tempo de serviço mas de forma faseada, é uma bom princípio e que poderá ser aplicar a nível nacional.

"Uma questão central é esta disponibilidade por parte de os professores negociarem quatro ou cinco anos, (para uma contagem faseada do tempo se serviço) o que é que o Governo quer mais para concretizar este direito?", questionou Jerónimo de Sousa.

Associando-se igualmente à manifestação dos professores, a deputada do PEV Heloísa Apolónia apontou igualmente o próximo dia 16 de abril como decisivo para "fazer justiça e corresponder à expetativa dos professores" e de outras carreiras especiais para a contabilização de todo o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira.

"Não consideramos minimamente justo que haja dois regimes em Portugal. Um em que seja contado todo o tempo de serviço, na Madeira e nos Açores, e depois os professores do continente não tenham essa possibilidade", declarou.

Para Heloísa Apolónia, a manifestação de hoje "é uma demonstração de grande convicção e de grande força relativamente a uma reivindicação muito justa por parte dos professores", acrescentando esperar que "os partidos no próximo dia 16 sejam coerentes com aquilo que andam a dizer, designadamente aos professores, e que aprovem a contagem de todo o tempo de serviço".

O protesto de hoje é organizado pelas dez estruturas sindicais que durante mais de um ano tentaram negociar, sem êxito, a recuperação do tempo de serviço, segundo fonte sindical.

O decreto do Governo que será apreciado dia 16 de abril no parlamento prevê a contagem de dois anos, nove meses e 18 dias de serviço, considerado "um roubo" pelo secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.

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