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"A escolha pode estar errada, mas escolher está certo. E eu escolho"

Adolfo Mesquita Nunes sai da vice-liderança do CDS para rumar para um cargo na Galp, mas assegura que "vai andar por aí" e que o seu caminho acompanha o do CDS. Na política, confessa, sentiu "falta de mais gente que não vem porque olha para a política como uma doença, um vírus, uma contaminação".

"A escolha pode estar errada, mas escolher está certo. E eu escolho"
Notícias ao Minuto

07:55 - 20/03/19 por Melissa Lopes 

Política CDS

Adolfo Mesquita Nunes demitiu-se de vice-presidente do CDS por ter aceitado um cargo de administrador não executivo na Galp. A decisão, que Assunção Cristas disse lamentar, foi conhecida no início desta semana.

Num longo texto publicado na sua página de Facebook, Mesquita Nunes justifica a sua decisão e garante que “vai andar por aí”, começando por dar conta de uma escolha feita, a de que o seu projeto de vida “não passa por uma dedicação exclusiva ou profissional ou preferencial à política”.

As razões que justificam essa decisão, aponta, são sobretudo pessoais.

“Gosto muito de política, gosto de pensar políticas públicas e gosto de contribuir para um país com mais liberdade, mas o exercício diário e profissional da política, sobretudo num tempo de sobre-exposição, afasta-se do quotidiano que perspetivo para a minha vida”, refere, confessando que na política sentiu, muitas vezes, “falta de mais gente, de gente que não vem porque olha para a política como uma doença, um vírus, uma contaminação”.

Mesquita Nunes afirma que sua escolha de deixar o cargo de vice-presidente do CDS como uma “escolha livre e consciente” com a qual “nem todos concordarão” com ela. Em todo o caso, “e como na canção do Sondheim, a escolha pode estar errada, mas escolher está certo. E eu escolho”, defende.

Essa mesma escolha, garante, “em nada belisca uma outra, que merece igual destaque e clarificação”. O centrista assegura que, apesar da sua demissão, o seu caminho acompanha o do CDS e diz estar convencido de que "a alternativa ao socialismo (…) passa por um CDS forte, líder”. E, por isso, deixa claro que vai continuar a bater-se pelo partido.

“Isto parece uma mensagem de despedida, mas é o contrário disso. É a reafirmação de um compromisso: de um compromisso com o CDS e com esta liderança, de que me orgulho”, acentua, deixando a promessa de que vai “andar por aí”. “Vamos todos andar por aqui”, termina.

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