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PEV defende vozes "que se liguem à realidade" no Parlamento Europeu

O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) defendeu hoje que os cidadãos devem fazer escolhas conscientes nas eleições que se disputam este ano e apelou a que existam no Parlamento Europeu vozes "que se liguem à realidade concreta".

PEV defende vozes "que se liguem à realidade" no Parlamento Europeu
Notícias ao Minuto

14:55 - 18/03/19 por Lusa

Política Europeias

Esta posição foi manifestada pela deputada Heloísa Apolónia no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma audiência com o Presidente da República, que durou cerca de hora e meia.

"Sabemos que este ano de 2019 temos vários atos eleitorais, onde é preciso os cidadãos fazerem escolhas conscientes e estarem bem informados, bem dotados de informação para poderem fazer justamente essas suas opções", disse a deputada aos jornalistas.

Por isso, o PEV transmitiu preocupação a Marcelo Rebelo de Sousa, pelo facto de a União Europeia estar atualmente "muito afastada dos cidadãos, muito afastada da necessidade de dar prioridade em termos de respostas aquelas que são as necessidades dos cidadãos dos mais diversos estados-membros, e portanto, da necessidade, designadamente no Parlamento Europeu, de haver vozes com este realismo e também vozes não subservientes aqueles que são os desejos das elites da União Europeia".

"Precisamos de vozes, designadamente no Parlamento Europeu, que se liguem à realidade concreta, aos territórios concretos e às pessoas em concreto e que manifesta justamente propostas que vão no sentido de dar essas respostas", defendeu.

A nível nacional, Heloísa Apolónia aproveitou para referir que Portugal não teria chegado onde chegou se o Partido Socialista (PS) estivesse "sozinho" e destacou o contributo que o PEV deu "nesta legislatura, em diversos orçamentos, para baixar o custo do passe".

"Tínhamos condições para termos ido mais longe", defendeu, criticando o PS por estar "obcecado com as questões do défice" e por ter "tanta facilidade também em injetar capital na banca, mas depois se retrai ainda tanto em determinados investimentos".

Na opinião do PEV, o Governo podia ter isso mais longe "ao nível da melhoria" dos transportes, e no âmbito da saúde, "setores onde as pessoas precisam de respostas diariamente e onde os meios são determinantes para que essas respostas sejam dadas".

Também as alterações climáticas estiveram em cima da mesa no encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e a comitiva do PEV, que, além de Heloísa Apolónia, contou também com os membros da comissão executiva nacional Afonso Luz e Mariana Silva.

"Todos falamos da necessidade de promover a mitigação e adaptação às alterações climáticas, mas depois verificamos alguma inconstância por parte do Governo relativamente a algumas decisões que urge tomar", salientou a deputada, acrescentando queo que "os Verdes não aceitarão mesmo" é, por exemplo, "se o Governo vier a tomar uma decisão de construção da barragem de Fridão, que terá fortíssimos impactos ao nível ambiental, mas também de segurança das populações e do território e, designadamente, no litoral, com promoção de maior erosão no litoral".

Na opinião de Heloísa Apolónia, "para quem está preocupado com as alterações climáticas, promover a fragilização da costa desta forma é, de facto, uma agressão ambiental e de segurança muitíssimo forte".

Ainda neste âmbito, Os Verdes manifestaram preocupação devido ao eventual alargamento do funcionamento da central nuclear de Almaraz até 2030, classificando esta possibilidade como "um crime ambiental", e notando estar em cima da mesa "uma questão de segurança" em relação ao território nacional.

Assim, a parlamentar advogou que será necessário fazer "pressão sobre o Governo espanhol para que aquela central nuclear seja encerrada a brevíssimo prazo".

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