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"Vem aí revolução com os passes sociais. É uma bomba eleitoral"

Marques Mendes deixa elogios às mudanças. Mas diz também que é "eleitoralismo sem limites".

"Vem aí revolução com os passes sociais. É uma bomba eleitoral"

Para incentivar o uso dos transportes públicos, foi lançado o Programa de Apoio à Redução Tarifária. Este é o nome mais formal para algo que muitas famílias sentirão em breve na carteira. É que a partir de dia 1 de abril, há mudanças a vários níveis, com passes (muito) mais baratos para incentivar o uso de transportes públicos.

Para Marques Mendes, não há que aligeirar o que aí vem: "Acho que vai ser uma verdadeira revolução aquilo que vai acontecer a partir de abril, sobretudo no Grande Porto e na Grande Lisboa", afirmou este domingo no seu espaço de comentário na antena da SIC.

O comentador listou de seguida em três pontos o que considera mais revolucionário: "Primeiro, porque há uma redução brutal dos preços dos passes sociais. Segundo, porque as famílias vão efetivamente poupar muito dinheiro por mês e por ano, sobretudo as famílias economicamente mais fracas. Terceiro, porque acho que isto vai ter um impacto político e social", afirmou.

Este último ponto, foi caraterizado por Marques Mendes "como uma espécie de bomba eleitoral".

O antigo líder social-democrata apresentou de seguida alguns exemplos concretos de poupança: alguém com mais de 65 anos que fazia a ligação diária entre Setúbal, que antes podia gastar 120 euros por mês em passe, vai passar a gastar 20 euros. "É uma poupança de cem euros", realçou.

Um casal, deu de seguida como exemplo, que hoje poderia pagar 342 euros entre os dois por mês ao circular entre Setúbal e Lisboa, vai pagar 80 euros a partir de abril. "Ou seja, uma poupança de 242 euros. Isto é dinheiro, sobretudo para as pessoas com dificuldades [financeiras]".

"Isto é uma revolução", destacou ainda, deixando de seguida o seu 'mas'. "O primeiro problema é saber a oferta de transportes, em quantidade e qualidade. Com isto, provavelmente as pessoas vão mais de transportes públicos, e bem. Há qualidade? Há quantidade suficiente? A resposta impôs-se", avançou.

O outro "problema" para Marques Mendes diz respeito ao "eleitoralismo".

"Esta é provavelmente a medida com mais efeito eleitoralista que conheço dos últimos 15, 20, até 25 anos. Se esta medida tivesse sido tomada no ano passado, ou no próximo ano, fora de eleições, tudo bem. Agora, a dois meses de eleições europeias e a seis meses de eleições legislativas, evidentemente que é eleitoralismo sem limites". Resumindo, "é uma medida justa, necessária, na boa direção… mas tem um eleitoralismo à solta brutal".

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