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Esquerda acorda que técnicos de saúde ambiental investiguem Legionella

A esquerda parlamentar pôs-se hoje de acordo para que os técnicos de saúde ambiental sejam os primeiros responsáveis na recolha de amostras para análise em casos de surto de Legionella.

Esquerda acorda que técnicos de saúde ambiental investiguem Legionella
Notícias ao Minuto

14:37 - 15/03/19 por Lusa

Política Parlamento

Em projetos de lei do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes defende-se que a recolha feita por laboratórios públicos ou privados, que é hoje a primeira na hierarquia, passe a ser utilizada só quando não haja hipótese de serem técnicos de saúde ambiental.

O PAN vai mais longe e defende que não deve haver recurso a laboratórios, que ficam mais caros e que podem colocar em causa a validade da investigação, "uma vez que os técnicos do laboratório podem não ser especialistas em Saúde Ambiental", argumentou o deputado André Silva.

Os partidos da esquerda afirmaram que se trata de valorizar uma competência do Serviço Nacional de Saúde e de prevenir o aparecimento da doença do legionário.

Pelo PS, a deputada Eurídice Pereira afirmou que se justifica "o aperfeiçoamento da lei", apesar de ser recente, aprovada em agosto passado, tirando a proposta do PAN de excluir os laboratórios, que considerou "redutora" por não garantir a precaução de alternativas quando não haja recurso a técnicos das Unidades de Saúde Pública.

O projeto de lei do PAN sobre a alteração à lei que estabelece o regime de prevenção e controlo da doença dos legionários visa também evitar "o aumento desnecessário de despesa pública".

O deputado único do PAN, André Silva, alega que além dos custos, a delegação da colheita em laboratórios acreditados pode pôr em causa todo o processo de investigação, uma vez que "poderá não ocorrer uma avaliação rigorosa dos locais de maior risco, por falta de conhecimento epidemiológico".

A deputada social-democrata Emília Cerqueira criticou a alteração da lei apoiada pela esquerda, considerando que os partidos que a defendem se habituaram a "brincar ao processo legislativo".

Quando a lei esteve em preparação, "não se ouviu ninguém na altura certa", antes se quis "cavalgar a onda mediática da Legionella nas televisões", argumentou, acusando o PS de querer apenas dar "provas de vida eleitorais".

O democrata-cristão Álvaro Castelo Branco afirmou que o CDS-PP tem "muitas dúvidas sobre a necessidade de alteração da lei".

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