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Concorrência desleal? “Saí do Governo a mais de três meses das eleições”

O cabeça de lista do PS às eleições europeias já tem uma bandeira: mais emprego, menos desigualdade e contas certas. No fundo, a receita que o Governo a que pertenceu aplicou em Portugal e que defende para a Europa. Quanto à crítica de Paulo Rangel sobre a sua candidatura, Pedro Marques não deixou o social-democrata sem resposta.

Concorrência desleal? “Saí do Governo a mais de três meses das eleições”
Notícias ao Minuto

23:46 - 27/02/19 por Melissa Lopes 

Política Europeias 2019

“Mais emprego, menos desigualdade e contas certas”. Esta é a fórmula que o Partido Socialista apresenta nas eleições europeias disputadas a 26 de maio. Foi desta forma que Pedro Marques explicou, na antena da SIC, aquilo que pretende para o desafio para o qual foi convidado por António Costa “há alguns meses”.

Até então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, o nome de Pedro Marques para cabeça de lista do PS a este sufrágio foi cedo falado nos bastidores.

Foi, como o próprio concorda, “um segredo mal guardado”, mas que Pedro Marques diz encarar “com normalidade”. “Tive a honra que o secretário-geral do meu partido me convidasse para este desafio”, frisou.

O antigo governante esclareceu que a escolha por uma pessoa que fez parte do Executivo “significa que será sempre reforçada a avaliação das políticas que executámos: a criação de 350 mil empregos no país, a redução da pobreza e das desigualdades”. E, por isso, afiançou que o modelo que o PS implementou em Portugal é o mesmo que defende para a Europa.

“Sinto-me completamente à vontade para explicar aos portugueses que queremos fazer mais em Portugal dessa política de contas certas mas com mais emprego e menos desigualdades”, realçou o agora cabeça de lista.

Pedro Marques reforçou ainda que, além de querer defender essa política na Europa, o PS pretende também “defendê-la nomeadamente de uma Direita europeia que escolheu – e as escolhas têm um significado – para cabeça de lista à Comissão Europeia Manfred Weber”.

“Weber foi o líder do PPE da Direita europeia que pediu sanções contra Portugal, é apoiado pelo PSD e pelo CDS, e isso é uma escolha política”, atirou. 

Questionado sobre se foi fácil aceitar o convite do secretário-geral do PS, Pedro Marques foi perentório:

“Foi fácil aceitar. É uma honra muito grande poder, com 42 anos, poder representar o meu partido, o meu país, no Parlamento Europeu, ter a honra de suceder a personalidades como Mário Soares, António Vitorino e Assis, só para dar alguns exemplos, e poder representar uma mensagem de renovação e de futuro”.

PS não escolheu "rosto do passado"

No caso do PS, realçou, “não foi escolhido um cabeça de lista que é um rosto do passado que repete a candidatura às europeias. E nesse sentido, podendo nós apresentar bons resultados da ação do Governo ao longo dos últimos anos, temos confiança em dizer aos portugueses que queremos fazer mais por Portugal”, afirmou.

Pedro Marques recusou a crítica que o cabeça de lista do PSD lhe fez,  quando o acusou, também na SIC Notícias, de se ter aproveitado do cargo de ministro, no último mês e meio, para “engendrar e criar um candidato”, o que, no entender de Paulo Rangel, pode ser encarado como “concorrência desleal”.

“[Estou] absolutamente confortável com o meu trabalho enquanto ministro, a mais de 3 meses das eleições saí do Governo, os meus adversários já anunciados como cabeça de lista continuam o seu trabalho como eurodeputados e a fazer a pré-campanha que entendem”, defendeu-se o socialista, preferindo acentuar que tem agora propostas para a Europa e que se sente “completamente confortável” neste novo papel. Até porque, como eurodeputado pretende “melhorar a situação da Europa” e, simultaneamente, “dar mais força a António Costa para que ele continue a fazer por Portugal aquilo que conseguiu fazer nestes últimos três anos”, explicou.

"O tema dos impostos europeus é um papão que nem vale a pena ser agitado" 

Para Pedro Marques, a política de coesão e o novo orçamento da zona euro "são instrumentos muito importantes para a convergência", não havendo Europa "sem solidariedade e sem convergência". 

O socialista quis também desmistificar o tema dos impostos europeus, que, para si, são uma "não questão". "O tema dos impostos europeus é um papão que nem vale a pena ser agitado porque os tratados não prevêem a possibilidade da sua criação", lembrou. 

O que é possível e desejável, clarificou, "é reforçar as receitas próprias da UE porque defendemos, como outros partidos, que é preciso mais ambição no orçamento europeu". 

"Se temos menos receita por causa do Brexit, ou temos mais receita própria da UE através das tais taxas sobre empresas multinacionais do setor digital ou das transações financeiras, ou alguém vai ter que pagar isso a nível nacional", avisou, lançando uma crítica ao CDS: "Partidos como o CDS que querem mais ambição no orçamento europeu mas não querem essas tais receitas próprias, estão provavelmente a dizer que é preciso mais impostos para cidadãos e empresas aqui em Portugal"

E, pergunta da praxe, qual seria um bom resultado para o PS nestas europeias? Pedro Marques não tem uma percentagem, até porque o seu debate "não são cifras": são propostas e a confiança dos portugueses. 

"O bom resultado é ganhar. De facto, Não queremos ganhar por poucochinho, mas primeiro queremos ganhar. Queremos ganhar. Confiamos na escolha dos portugueses", firmou. 

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