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CDS não vê "capacidade negocial" para tranquilizar beneficiários da ADSE

A deputada do CDS-PP Isabel Galriça Neto defendeu hoje que a resposta ao impasse do subsistema de saúde ADSE tem de "tranquilizar os beneficiários", e salientou não estar a ver "capacidade negocial" para lá chegar.

CDS não vê "capacidade negocial" para tranquilizar beneficiários da ADSE
Notícias ao Minuto

14:04 - 27/02/19 por Lusa

Política Isabel Galriça Neto

"Estamos muito preocupados em relação à questão da ADSE, muito preocupados mesmo, porque efetivamente a resposta tem que ser para tranquilizar os beneficiários", disse a deputada numa comunicação aos jornalistas na Assembleia da República.

A deputada salientou não estar "a ver capacidade negocial por parte da equipa da ADSE para o fazer", mas, ao invés, "ingerência política numa área que é da autonomia e que não devia depender de orientações do Governo".

Nas últimas semanas alguns grupos privados de saúde ameaçaram suspender as convenções com a ADSE, depois de o instituto público presidido por Sofia Portela ter exigido o pagamento de 38 milhões de euros em regularizações, por excesso de faturação.

Hoje, também falando no parlamento, onde foi ouvida na comissão parlamentar de Saúde, Sofia Portela disse que "dentro de muito pouco tempo" irá apresentar aos prestadores de saúde privados a nova tabela do regime convencionado com preços fechados.

Apontando que o CDS irá continuar a acompanhar este tema, Isabel Galriça Neto indicou também que o programa eleitoral dos centristas "seguramente" contemplará uma "orientação e uma visão concreta para que a ADSE se possa manter ao serviço dos seus beneficiários".

"O tema da saúde é central nas preocupações do CDS desde o início desta legislatura e, lamentavelmente, três anos depois não temos razões para estar tranquilos", salientou, falando num "novo aumento de dívidas em janeiro" e nos tempos de espera.

Assim, para o CDS-PP a "situação em torno da ADSE, o problema da greve dos enfermeiros e a incapacidade negocial, a questão da deriva ideológica a condicionar a Lei de Bases da Saúde, nada disso pode funcionar como cortina de fumo para esconder os graves problemas do Serviço Nacional de Saúde".

"As questões da falta de paz social, da conflituosidade que se vive na saúde, seja nos temas da ADSE, seja nas questões dos enfermeiros e da continuidade das greves, a preocupação central que temos é de que forma isto se repercute para os cidadãos, porque efetivamente este Governo não está a ser capaz de lidar com este tipo de problemas, e quem se vê altamente prejudicado são os cidadãos", apontou a eleita.

Na opinião de Isabel Galriça Neto, "o que tardam são respostas desta equipa governativa, que foi remodelada, mas não fez mais do que agravar um conjunto de problemas".

Falando aos jornalistas num dia em que está agendada uma interpelação ao Governo, requerida pelo PCP, precisamente sobre a política de saúde e o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a democrata-cristã aproveitou ainda para denunciar as "demissões que se têm somado umas às outras" e que "vão em mais de uma dezena por parte de profissionais".

"O último caso conhecido é o do Hospital de Leiria", referiu, questionando o que tem o Governo a dizer "sobre uma situação em que os profissionais relatam falta de segurança clínica para os utentes, falta de condições de trabalho".

Questionando ainda "de quem é a responsabilidade desta situação", a deputada Isabel Galriça Neto advogou que "não vale continuar a culpar anteriores equipas, é preciso tomar soluções".

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