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"Precisamos de uma oposição credível, à altura de substituir Costa"

Paulo Rangel criticou a moção de censura apresentada pelo CDS-PP ao atual Governo e disse que esta não passou de “um protesto”, “uma espécie de prova da vida” que “não foi oportuna”.

"Precisamos de uma oposição credível, à altura de substituir Costa"

Paulo Rangel é o número um da lista do PSD ao Parlamento Europeu e como tal foi o entrevistado, esta quarta-feira, do programa Grande Entrevista, da RTP. Contudo, como seria de esperar, a conversa não começou pela sua candidatura, mas sim pelo tema que marcou a atualidade política de hoje, o chumbo da moção de censura ao Governo, apresentada pelo CDS-PP.

O deputado do Parlamento Europeu começou por afastar a ideia de que o chumbo da moção de censura demonstre que não há alternativa ao Governo. Para Rangel, o que o chumbo mostrou é que “há uma maioria parlamentar que apoia o Governo” e por isso “o que seria estranho era se os partidos que o apoiam o deixassem de apoiar” num momento como este.

Por isso, apesar de garantir que tem “um grande respeito pelo CDS” e até admitir que considera que este partido seria “um parceiro natural de coligação do PSD no futuro”, não viu com bons olhos a moção de censura apresentada por Assunção Cristas e demais centristas.

“Uma moção de censura feita quando existe uma maioria clara a favor do Governo tem apenas um valor simbólico, não tem a capacidade de derrubar o Governo[…].Não há dúvidas que esta iniciativa, na altura em que foi e nos termos em que foi, é mais uma espécie de prova de vida do que de outra coisa, marca a distância do CDS do Governo. Não me pareceu oportuna, pareceu-me apenas um protesto”, criticou.

Para Paulo Rangel, de forma a enfrentar António Costa, nas Legislativas de outubro, a oposição deve ter uma atitude “credível” e “responsável” para conquistar os portugueses.

Neste momento, com os desafios que o país enfrenta, precisamos de uma oposição que se mostre responsável e credível, que esteja à altura de substituir António Costa e, portanto, um certo frenesim da oposição, de fazer coisas só para fazer, para ver se os outros fazem ou não fazem, este tipo de jogo não credibiliza a oposição. Não foi uma iniciativa oportuna. Não era uma iniciativa que o PSD fizesse, tanto que não fez”, sublinhou, acrescentando que o Partido Social Democrata “tem de estar preparado para ser Governo em outubro” e por isso tem assumido uma oposição “responsável e credível que se classifique como uma alternativa”.

Já se o desempenho do PSD tem ido ao encontro disso, Rangel volta a repetir as mesmas palavras, que o “PSD tem pautado a sua atuação pela responsabilidade e pela credibilidade” e afasta a ideia de ausência.

“O PSD numa determinada fase deu ao Governo a oportunidade, em matérias de interesse nacional, de estabelecer consenso. Por exemplo na questão dos fundos comunitários. Para garantir que nós não perdíamos nada relativamente ao pacote anterior. Mas o PS tem falhado em muita coisa […]. No primeiro ano de António Costa o investimento público desceu para os níveis mais baixos de sempre”, recorda sem deixar passar a questão dos serviços públicos, como o Sistema Nacional de Saúde e a Educação.

“A herança deste Governo nos serviços públicos essenciais é muito, muito grave”, garante.

Nós temos condições para ganhar”

Já quanto à candidatura às eleições europeias, que se vão realizar em maio, Paulo Rangel relembra que o seu objetivo, comum ao do PSD, é claro: “ter mais mais deputados que o Partido Socialista, ter mais votos que o Partido Socialista, ganhar as Eleições Europeias” e, garante, estão reunidas todas as condições para que isso aconteça.

Eu acho que, na atual situação, nós temos condições para ganhar, não apenas pela situação nacional, mas pela credibilidade do nosso projeto europeu. O PSD é um partido que faz a diferença na Europa. Nós temos um comissário europeu, temos vice-presidência do partido PPE, temos coordenação na área dos fundos, na área financeira, na área orçamental, nós temos de facto uma capacidade de fazer a diferença”, relembra, adiantando que “é também pelos trunfos europeus que julgo que o PSD tem condições para ganhar”.

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