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JP quer proibir corruptos de exercerem funções públicas até 20 anos

Proposta faz parte de um pacote de 50 medidas sugeridas pela Juventude Popular à direção do CDS.

JP quer proibir corruptos de exercerem funções públicas até 20 anos
Notícias ao Minuto

22:33 - 13/02/19 por Melissa Lopes 

Política Juventude Popular

O caderno de 50 propostas para a União Europeia dos jovens centristas, está dividido em 10 grandes temas. 

O primeiro conjunto de propostas diz respeito ao tema família e emprego, em que se destaca o desenvolvimento de novos programas de estágios profissionais a nível europeu, assim como o reforço dos já existentes, nomeadamente o Erasmus +.

Ainda dentro do tema, a JP propõe reforçar a criação de redes de ‘startups’ e câmaras do comércio jovens ,de forma a dinamizar o emprego jovem e a contribuírem para agenda europeia de empreendedorismo e emprego, conforme se lê no documento. 

Os jovens centristas propõe também a criação de um fundo europeu de financiamento de instituições de ensino/cuidados infantis e a criação de um observatório sobre políticas de natalidade.

Na educação, uma das propostas feitas pela JP éa atribuição, através do Fundo Social Europeu (FSE), de bolsas sociais para frequência no ensino superior para alunos “que se debatam com dificuldades financeiras”.

Um outro tema sobre o qual os jovens centristas fazem propostas é o do lóbi e corrupção, pretendendo a JP que se desenvolva um pacote de medidas anti-corrupção para os organismos europeus que consigne: -" a proibição de políticos condenados por corrupção exercerem funções públicas até 20 anos; na perda de financiamento para os partidos europeus na proporção dos votos obtidos pelo deputado ao parlamento europeu que seja condenado por corrupção e a impossibilidade de ser substituído pelo partido; e no aumento da monitorização e fiscalização das declarações de rendimentos e de património dos funcionários das instituições europeias, bem como de todos os eurodeputados". 

Ainda no âmbito do mesmo tema, é objetivo da JP, “alargar o ‘período de nojo’ para cinco anos a comissários e altos funcionários da União Europeia, na entrada em sectores que representem conflito de interesses, assim como tornar obrigatório o atual registo de transparência, alargando a sua abrangência a todos os organismos da UE, como também a divulgação das partes consultadas na elaboração de propostas legislativas.

O documento contempla ainda propostas a nível da habitação, desporto e cultura, segurança e defesa, energia, tecnologia, agricultura e ambiente, e é assinado pelo presidente da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, e também e pelos candidatos da JP ao parlamento europeu nas listas do partido: à cabeça, o Vice-Presidente e Secretário Internacional Francisco Laplaine Guimarães, número 1 em matéria de política externa dos jovens populares, e os Vogais da Comissão Política Nacional, Diana Vale e José Limão. 

Europa da "confusão" ou da "cooperação"?

Na opinião de Francisco Rodrigues dos Santos, "estas eleições são uma oportunidade para o centro-direita assumir o modelo de União Europeia que pretende". Ou seja, a opção está entre a "Europa da confusão" e a "Europa da cooperação". 

Nas palavras do presidente da JP, trata-se de "escolher entre um objecto político heterogéneo que federa interesses, visões, objectivos e povos diferentes, comandado por um rosto anónimo" ou "optar pela promoção dos valores comuns a todos, através da colaboração e do compromisso dos Estados, no intuito de responder aos desafios actuais". 

"A Juventude Popular é clara na sua posição: prefere o utilitarismo ao federalismo", concretiza. 

O cabeça de lista da JP, Francisco Laplaine Guimarães, defende que "temos que dar um sinal de que esta Europa também é para os jovens". Para isso, refere em comunicado, "precisamos de fazer chegar o poder da sua voz à voz do poder".

Para o cabeça de lista dos jovens centristas, a cooperação europeia não implica a centralização das decisões, definindo como missão da JP nestas eleições, que se realizam a 26 de maio, "assegurar, por um lado, a saúde da democracia portuguesa, combatendo todo o radicalismo, à esquerda e à direita, que queira isolar o país e, por outro lado, combater todos aqueles impulsos federais que comprometam a soberania das instituições nacionais"

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