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Costa defende tranquilidade e critica sindicatos "irresponsáveis"

O secretário-geral do PS, António Costa, defendeu que o país está globalmente tranquilo do ponto de vista social, apesar de existirem focos de contestação, num discurso em que criticou a "irresponsabilidade" de alguns sindicatos.

Costa defende tranquilidade e critica sindicatos "irresponsáveis"
Notícias ao Minuto

06:32 - 08/02/19 por Lusa

Política PS

Estas posições, segundo fontes socialistas contactadas pela agência Lusa, foram transmitidas por António Costa durante a reunião da Comissão Política do PS, que durou cerca de quatro horas, e que teve como temas centrais a análise da situação política e a preparação das eleições europeias.

Na reunião, que teve início na quinta-feira à noite, em Lisboa, António Costa falou sobre os "focos" de contestação social à política do Governo, especificando, entre outros, os casos dos professores, da administração pública e dos enfermeiros, mas contrapôs que, na sua perspetiva, o país, em termos globais, atravessa uma fase de tranquilidade.

Para procurar comprovar a sua tese, o líder socialista referiu que, enquanto primeiro-ministro, tem visitado vários hospitais do país e que nessas deslocações conversou sempre de forma cordata com os profissionais de saúde.

Contou também, de acordo com as mesmas fontes do PS, um episódio em que, depois de uma manifestação de professores marcada para a porta da Presidência do Conselho de Ministros, enquanto almoçava num restaurante nas imediações da rua Gomes Teixeira, em Lisboa, teve a oportunidade de dialogar de forma serena com alguns desses sindicalistas que antes estavam a protestar.

Perante a Comissão Política do PS, António Costa procurou salientar as medidas tomadas pelo Governo desde novembro de 2015, como a reposição de salários, de direitos ou o descongelamento de carreiras.

No caso dos enfermeiros, reiterou aquilo que afirmara na entrevista à SIC, na terça-feira à noite, salientando que o Governo foi já até ao limite e que não aceita negociar a reivindicação de atribuir um salário de 1.600 euros em início de carreira.

Neste ponto, segundo dirigentes socialistas, o secretário-geral do PS foi duro em relação à atuação "irresponsável" de alguns sindicatos que estão a adotar novas formas de protesto. Uma mensagem que foi entendida como sendo dirigida a sindicatos que se encontram filiados na UGT.

Estas afirmações de António Costa motivaram depois uma resposta por parte de José Abraão, membro da Comissão Política Nacional do PS e dirigente da UGT, contrapondo que "os sindicatos existentes são aqueles que o país produz".

"Os sindicatos são ou não são respeitados. Não há sindicatos bons e maus", reagiu.

José Abraão advertiu depois que, apesar das reposições salariais efetuadas pelo Governo, "muitos trabalhadores não sentem melhorias no seu quotidiano" e criticou o estilo negocial do executivo com os sindicatos.

"Até se conversa, mas, no fim, não há nada. O que nós queremos é acordos. O Governo negoceia, faz conversa, mas no final é como quer", desabafou, dando como exemplo as negociações para aumentos salariais na administração pública no corrente ano.

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