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"Não pode haver hesitações entre manter ditador ou iniciar transição"

Adolfo Mesquita Nunes explicou, na antena da SIC Notícias, o motivo pelo qual o CDS entende que o Governo português deve reconhecer Juan Guaidó como presidente interino venezuelano.

"Não pode haver hesitações entre manter ditador ou iniciar transição"
Notícias ao Minuto

23:25 - 23/01/19 por Filipa Matias Pereira 

Política Mesquita Nunes

Juan Guaidó, o líder da oposição venezuelana, declarou-se esta quarta-feira presidente interino do país. Por sua vez, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, pediu ao Governo que reconheça Juan Guaidó como Presidente interino, num processo de transição democrática que deve passar por eleições livres, "devolvendo a voz aos venezuelanos".

Este foi, precisamente, o ponto de partida da análise de Adolfo Mesquita Nunes num habitual espaço de frente a frente com Mariana Mortágua na SIC Notícias.

O centrista defendeu que a Venezuela é, neste momento, “uma ditadura formal e material”. E, acrescentou, “um país sem liberdades políticas e económicas. Não pode haver hesitações na escolha entre manter um ditador ou iniciar um processo de transição democrática que leve a eleições livres”. Esta é a leitura de Mesquita Nunes da publicação de Cristas nas redes sociais. “O que o CDS pede é que o Governo português inicie os necessários procedimentos para que reconheça esta mudança na Venezuela que leve à transição de eleições livres”, reiterou.

O político disse ainda não perceber “quem continua a defender a ditadura de Nicolás Maduro porque falamos de um ditador que usurpa poderes de outros órgãos constitucionais e desrespeita a Constituição”. No seu prisma, já não se fala de eleições de alguém que não gosta, "mas sim de ditadura". "Em Portugal temos um partido representado no Parlamento que apoia esta ditadura, isto tem de ser denunciado numa altura em que se escolhe de que lado se quer estar”, defendeu.

Já na ótica de Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, as coisas não são tão claras: “Há vários regimes no mundo com problemas democráticos com relações muito próximas a Portugal, como Angola. E nunca vi o CDS criticá-los na Assembleia da República”.

Maduro, acrescentou a deputada na antena da SIC Notícias, “é um homem que perdeu a legitimidade para governar. Tem tomado decisões que atropelam direitos democráticos e tem retirado poder a instituições democráticas”. Para além disso, detalhou, “não conseguiu dar resposta à crise económica, não conseguiu tirar o país da dependência do petróleo nem livrá-lo da corrupção que gira em torno do país. Nem Chávez nem Maduro conseguiram combater. E assiste-se ao resultado da degeneração desta economia de monocultura em torno do petróleo”.

Porém, defendeu a bloquista, “Guaidó é um homem que foi a eleições, não foi cabeça de lista, não foi votado para ser presidente e claramente representa interesses externos, do Brasil de Bolsonaro e dos EUA de Trump”.

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