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PSD Lisboa desafia Governo e Bloco a comentarem distúrbios

O PSD de Lisboa desafiou hoje o Governo e o Bloco de Esquerda a tomarem uma posição sobre os distúrbios ocorridos nas últimas 24 horas em vários pontos do país, afirmando que "estranha o silêncio".

PSD Lisboa desafia Governo e Bloco a comentarem distúrbios
Notícias ao Minuto

23:50 - 22/01/19 por Lusa

Política Seixal

"O PSD Lisboa estranha o silêncio do Governo e dos dirigentes do PS e Bloco, depois de no passado domingo a deputada Joana Mortágua do Bloco ter sido tão célere a criticar a polícia pela sua intervenção no bairro da Jamaica", refere a concelhia do PSD Lisboa em comunicado, lembrando os casos que ocorreram em Lisboa, Setúbal, Odivelas e Póvoa de Santo Adrião nas últimas horas.

Segundo o documento, os sociais-democratas questionam se o primeiro-ministro, António Costa, não tem nada a dizer sobre os acontecimentos e se a coordenadora do BE, Catarina Martins, e a deputada bloquista Joana Mortágua não vão "dizer ao país quais são, no seu entender, as explicações para os distúrbios ocorridos nas últimas 24 horas".

O PSD Lisboa deixou também críticas ao dirigente da SOS Racismo e assessor do BE Mamadou Ba, que publicou um texto na rede social Facebook em que fala da "violência policial" no bairro da Jamaica, no Seixal, e dos confrontos na segunda-feira em Lisboa, referindo-se à polícia como "a bosta da bófia".

"O silêncio do Governo e dos dirigentes do PS é o sinal claro da sua subserviência à irresponsabilidade das clientelas do Bloco de Esquerda, sacrificando a idoneidade e respeito que as forças de segurança nos merecem", acrescentam os social-democratas.

A PSP reforçou hoje o policiamento com elementos da Unidade Especial de Polícia na Bela Vista, em Setúbal, e em algumas zonas de Loures e Odivelas (distrito de Lisboa), após incidentes registados durante a noite, com o lançamento de 'cocktails Molotov' contra uma esquadra e o incêndio de caixotes e de viaturas.

O ministro da Administração Interna, que falava aos jornalistas após uma reunião de quatro horas com autarcas, na sede da Comunidades Intermunicipal do Algarve (AMAL), em Faro, disse ainda que "está em apreciação" a possibilidade de os polícias poderem vir a usar câmaras de vídeo nas fardas.

Classificando os incidentes registados como "fenómenos pontuais", Eduardo Cabrita sublinhou que "a tranquilidade e a serenidade" são essenciais e garantiu que "todas as matérias que forem suscetíveis de investigação no quadro do inquérito aberto no próprio dia serão esclarecidas".

Em comunicado, a PSP informou que continua as investigações a estes incidentes, "nada indiciando, até ao momento, que estejam associados à manifestação" de protesto contra uma intervenção policial no bairro da Jamaica, no Seixal (Setúbal).

Após a manifestação em frente ao Ministério da Administração Interna na segunda-feira, em Lisboa, quatro pessoas foram detidas na sequência do apedrejamento de elementos da PSP por participantes no protesto, convocado para dizer "basta à violência policial" e "abaixo o racismo".

Este protesto ocorreu um dia depois de incidentes em Vale de Chícharos, conhecido por bairro da Jamaica, entre a PSP e moradores, de que resultaram feridos cinco civis e um polícia, sem gravidade.

O Ministério Público e a PSP abriram inquéritos aos incidentes no bairro da Jamaica.

Os quatro manifestantes detidos em Lisboa vão ser julgados sumariamente em 7 de fevereiro.

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