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Cirurgias adiadas serão realizadas até março, diz ministra. Rio duvida

O presidente do Partido Social-Democrata comentou as declarações desta segunda-feira da ministra da Saúde a propósito da realização das cirurgias adiadas pelas consecutivas greves que têm afetado os blocos operatórios.

Cirurgias adiadas serão realizadas até março, diz ministra. Rio duvida
Notícias ao Minuto

13:54 - 14/01/19 por Patrícia Martins Carvalho 

Política Reação

Rui Rio visitou, esta manhã, as instalações da Riopele, fábrica têxtil localizada em Vila Nova de Famalicão, naquela que é uma semana dedicada às empresas.

Instigado pelos jornalistas a comentar a crise que o PSD atravessa, o líder dos sociais-democratas recusou fazê-lo, garantindo que a sua opinião sobre o tema “foi dada naquela declaração de sábado”.

Desta forma, Rui Rio deixou claro que não falará dos assuntos internos que, por estes dias frios de janeiro, 'aquecem' ou 'gelam' os militantes, consoante a perspetiva.

“Não é minha tarefa estar a colocar na praça pública as questões internas do partido, a minha tarefa é exatamente o contrário”, sublinhou o antigo autarca.

Findo o tema ‘crise no PSD’, Rui Rio foi questionado sobre as declarações da ministra da Saúde que, hoje, na Antena 1 disse que é possível realizar até março as 7.700 cirurgias adiadas devido à greve, sem ser necessário recorrer ao setor privado da Saúde para o fazer.

“Eu tenderia a dizer que não é viável, mas espero estar eu enganado e a ministra certa”, começou por dizer o social-democrata que sublinhou que “sempre” ouviu entendidos na matéria dizerem que é “impossível fazer uma recuperação dessa ordem de grandeza”.

“Mas também já estamos habituados a ver o Governo prometer determinadas coisas e depois não cumpre”, rematou em jeito de ataque.

O que disse a ministra da Saúde?

Entrevista na rádio Antena 1, Marta Temido afirmou que, se os enfermeiros desconvocarem a greve prevista para os próximos 45 dias em blocos operatórios, existem condições para realizar todas estas cirurgias sem recurso ao setor privado.

"Das cerca de 7.700 cirurgias que foram canceladas, uma parte significativa delas já foi reagendada, algumas já foram realizadas, alguns casos mais críticos já foram realizados, e todas serão possíveis ser realizadas dentro do Serviço Nacional de Saúde se não existir uma nova greve", afirmou a ministra da Saúde.

A "greve cirúrgica" estava previsto arrancar esta segunda-feira, mas os sindicatos que a convocaram (Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal) decidiram suspendê-la até à próxima quinta-feira, depois de o Ministério da Saúde ter marcado uma reunião para esse dia.

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