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"Se tivesse conclusões, não teria aberto inquérito" ao acidente do INEM

Eduardo Cabrita recusa comentar aquilo que considera serem "conclusões precipitadas" sobre a queda do helicóptero do INEM que provocou quatro vítimas mortais este fim de semana.

"Se tivesse conclusões, não teria aberto inquérito" ao acidente do INEM
Notícias ao Minuto

16:59 - 17/12/18 por Melissa Lopes 

Política Eduardo Cabrita

O ministro da Administração Interna explicou, esta segunda-feira, questionado pelos jornalistas em Almada, que o inquérito aberto à queda do helicóptero do INEM se destina a averiguar quer os mecanismos de alerta, quer os mecanismos de proteção de socorro, como, aliás, acontece em outras ocorrências em que “se verificam danos desta natureza”.

O que é fundamental, prosseguiu o ministro, “prepararmo-nos para que a resposta seja sempre cada vez mais qualificada”. Eduardo Cabrita recusou, por isso, comentar quaisquer conclusões sobre o acidente, nomeadamente no que toca ao hiato de tempo entre a hora do alerta e o início do socorro.

“Se eu soubesse tudo o que está a dar como garantido, não teria aberto o inquérito e portanto não usarei essa expressão”, referiu o governante, destacando a “boa cooperação entre todas as forças de segurança". 

“Quanto às dúvidas existentes, sobre os mecanismos de alerta, aguardo as respostas do inquérito”, disse Eduardo Cabrita.

Questionado sobre que garantias podem ter os cidadãos de que são socorridos a tempo, tendo em conta as cinco entidades que tiveram envolvidas neste acidente e que alegadamente não terão conseguido fazê-lo, o ministro voltou a insistir que não podem ser tiradas conclusões “absolutamente precipitadas”.

“É esse o rigor que devemos ter, não fazer declarações antes de termos conclusões. É isso que distingue o Estado de direito, é isso que distingue o rigor e o profissionalismo", realçou o governante, lembrando os inquéritos feitos em outras ocasiões, como a dos incêndios, a queda da estrada em Borba, ou até no caso da tempestade Leslie.

"O que tiramos é conclusões para melhorar ainda mais a resposta que deve garantir a segurança dos portugueses. E essa segurança que é garantida sob coordenação da ANPC, que chamará todas as entidades e que criará condições para que se verifiquem quais os procedimentos que deverão no futuro ser ainda melhor adequados", destacou Cabrita. "É a olhar para o futuro que se fazem estes inquéritos", acrescentou, em declarações feitas no dia da entrega de novas viaturas da GNR. 

O MAI garante ainda que o diferendo entre Governo e Liga dos Bombeiros não teve qualquer influência na prestação de socorro neste acidente que vitimou quatro pessoas. 

“De maneira nenhuma”, garantiu, notando que “naquela área todos os corpos de bombeiros têm reportado [à Autoridade Nacional de Proteção Civil]. Portanto, aquela preocupação que existe em algumas zonas do país em que alguns corpos de bombeiros, pondo em causa a segurança dos portugueses, deixam de reportar ocorrências, não se passa nessa área”, explicou. “Não é essa a questão”, clarificou. 

Além do inquérito do Governo, sobre o qual o ministro não adiantou prazos,  o Ministério Público também determinou a abertura de um inquérito para apurar "as circunstâncias que rodearam a ocorrência". As investigações são dirigidas pelo Ministério Público do DIAP do Porto. 

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