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Os '4 dedos' e a "política ‘costista’ que tem dado resultado"

Joaquim Jorge reflete sobre a ação do Governo de Costa, assumindo que não se sente enganado, mas "desconfiado".

Os '4 dedos' e a "política ‘costista’ que tem dado resultado"
Notícias ao Minuto

13:19 - 03/12/18 por Filipa Matias Pereira 

Política Joaquim Jorge

À saída do debate de votação e aprovação do Orçamento do Estado 2019, António Costa, ao passar pelos jornalistas, fez um gesto com a mão, destacando quatro dedos - simbolizando os quatro orçamentos da Geringonça aprovados. O primeiro-ministro, “para além de pôr vacas a voar quando era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vai cumprir a legislatura de quatro anos, que tinha tudo para falhar, mas não falhou”. É desta forma que Joaquim Jorge começa por interpretar o gesto de Costa.

O fundador do Clube dos Pensadores (CdP) vai mais longe e considera mesmo que o “mais fascinante na personalidade” de Costa “é a capacidade de se desembaraçar de tudo que o prejudique e ao seu Governo”. A saber, “libertou-se do efeito Sócrates, das culpas do PS na nossa crise financeira e da entrada da Troika, de uma forma sibilina, e conseguiu provar que há outro caminho”.

No entendimento do biólogo, “os portugueses aparentam viver melhor e têm mais ilusão e esperança de melhores dias”, o que significa que isso é “política ‘costista’ e que [esta] tem dado resultado. Esta maioria de Esquerda que é imperfeita” acabou por revelar-se “eficaz para garantir a governabilidade”.

Esperemos, pressagia Joaquim Jorge, “que em 2019 não haja um eleitoralismo espúrio. António Costa espera que os portugueses votem nele e confiem na sua ‘estrelinha’ para continuar a sua senda”.

Joaquim Jorge mostra-se ainda “expectante para ver como vai ser depois das eleições legislativas de 2019”. A democracia, como explica num texto enviado à redação do Notícias ao Minuto, “baseia-se no princípio de Abraham Lincoln de que ‘é possível enganar toda a gente em alguns momentos, ou enganar algumas pessoas a todo o momento, mas não é possível enganar toda a gente a todo o momento’”.

Para já o fundador do CdP não se sente enganado, mas está “desconfiado do controlo das contas públicas”. Há, como frisa, “um aumento significativo de impostos, isso é real, todavia há uns portugueses que sentem mais isso do que outros. Uma coisa é certa: os portugueses têm mais euros nos bolsos, o problema é o que fazem com eles"

Para terminar, o biólogo defende que "infelizmente não há alternativa a António Costa", o que vê é "alternativa no PSD a Rui Rio protagonizada por Miguel Relvas e Luís Montenegro”.

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