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Governo "não trata do futuro, trata do presente" a pensar nas eleições

O presidente do PSD acusou esta quinta-feira o Governo de pensar mais nas eleições de 2019 do que no interesse nacional neste Orçamento, alertando que, "quando a economia decrescer", os portugueses terão de fazer "mais sacrifícios" do que o necessário.

Governo "não trata do futuro, trata do presente" a pensar nas eleições
Notícias ao Minuto

18:47 - 29/11/18 por Lusa

Política Rui Rio

Num tempo de antena que emitido quinta-feira pelas 19h50 na RTP1, e cujo vídeo foi enviado pelo gabinete de comunicação do PSD, Rui Rio afirma que o partido "não pode nunca estar de acordo com uma política orçamental" que considera seguir a lógica do "interesse imediato" e não a do interesse nacional.

"Quando um Governo faz o Orçamento do Estado tem fundamentalmente de pensar no futuro do país. O que constatamos é que todos os orçamentos deste Governo não pensam no futuro, pensam no presente. E este ano pensam ainda mais no presente, porque o presente significa eleições", critica Rui Rio, que faz um depoimento de cerca de dois minutos, num tempo de antena com uma duração de quase seis.

Para o presidente do PSD, o atual Governo "não trata do futuro, trata do presente, trata de colher algumas simpatias no sentido de tentar maximizar os votos".

"Amanhã a economia portuguesa, a economia europeia, a economia mundial, vão crescer menos, Portugal e todo o mundo vão ter problemas e o que devíamos ter feito era prepararmo-nos, em época de crescimento económico, que é o que atravessamos, para nos defendermos em épocas de menor crescimento", defende.

Rui Rio volta a evocar a fábula da cigarra e da formiga para descrever a atual conjuntura político-económica: "A cigarra no verão canta e dança, chega ao inverno não tem meios para se alimentar e a formiga tem de ajudar".

"Nós já tivemos uma situação destas bem grave, com a Troika, não quer dizer que estejamos em situação parecida - nem coisa que se pareça -, mas não estamos no caminho certo", considera.

E deixa um aviso: "Quando a economia decrescer, vamos ter de fazer mais sacrifícios do que teríamos de fazer se tivéssemos um governo que tivesse investido no futuro e precavido situações que inevitavelmente aparecem, a economia é um ciclo, sobe e desce".

Rui Rio ainda não teve agenda pública depois da aprovação final global do Orçamento do Estado para 2019, esta quinta-feira ao final da manhã, com os votos contra de PSD e CDS-PP. A sua última iniciativa partidária pública foi no domingo, na Guarda, no encerramento da V Academia do Poder Local dos Autarcas Social-Democratas.

No tempo de antena, são destacadas algumas das mais de cem propostas de alteração apresentadas pelo PSD, como a eliminação da taxa de proteção civil (que foi aprovada, em conjunto com a de outros partidos) ou a extensão do programa de manuais escolares gratuitos ao ensino privado, esta 'chumbada', bem como a extensão dos passes sociais a todo o país ou medidas para as empresas.

No vídeo são repetidos alguns dos argumentos que têm sido apresentados por Rui Rio e por dirigentes do PSD para criticar o Orçamento do Estado para 2019.

"Governar um país não é diferente de fazer uma casa, um barco ou um simples par de sapatos, se queremos que durem não os fazemos só para os dias fáceis", refere a voz-off, no arranque do tempo de antena.

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