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"Costa tem razão. Estes três anos mudaram a política em Portugal"

Francisco Louçã analisou o balanço do primeiro-ministro sobre os três anos de mandato do atual Governo.

"Costa tem razão. Estes três anos mudaram a política em Portugal"

Francisco Louçã analisou, esta sexta-feira, no seu habitual espaço de comentário político na SIC Notícias, a conferência de imprensa promovida por António Costa para fazer um balanço dos três anos de mandato do atual Governo.

O fundador do Bloco de Esquerda (BE) começou por dizer que “é surpreendente que o primeiro-ministro tenha escolhido o formato de conferência de imprensa para fazer o balanço dos três anos” de Governo. Apesar de admitir que foi “muito interessante” ver António Costa a responder a perguntas de jornalistas neste dia, para Francisco Louçã este formato “desgraduou a cerimónia da evocação deste período, que podia ter feito em outro contexto, com outro público e com outra atenção à mensagem”.

De qualquer forma, o bloquista assume que o chefe do Executivo respondeu a perguntas “importantes” e dá, inclusive, razão a António Costa num determinado aspecto.

Creio que ele [primeiro-ministro] tem razão numa coisa, estes três anos mudaram a forma como se faz política em Portugal e ampliaram muito a responsabilidade democrática e a responsabilidade da decisão, e isso é muito vantajoso”, disse.

Já nas respostas sobre o Orçamento do Estado, Francisco Louçã garante que o primeiro-ministro não esteve assim tão bem.

“Sobre o Orçamento António Costa não é muito esclarecedor. A soma que o primeiro-ministro faz de todas as propostas de todos os partidos que poderiam dar uma despesa de 5,7 mil milhões de euros não tem sentido nenhum. Há propostas que podem ter maioria, há outras que não têm e há algumas propostas que até, se fosse aprovadas, reforçariam a receita tributária, como a taxa sobre a especulação imobiliária”, refere o antigo líder do BE, acrescentando que esta pode ser uma estratégia do governante.

“Creio que o primeiro-ministro procurava com isto condicionar as decisões na especialidade”, diz fazendo referência à atualização dos escalões do IRS à escala da inflação e, principalmente, à polémica questão das carreiras dos professores.

O Governo está a pagar a sua enorme insensatez no tratamento deste problema porque não negociou quando os sindicatos dos professores se dispuseram a fazê-lo. Os sindicatos propuseram tudo, o Governo não quis negociar senão sobre a sua barreira orçamental. E agora o Governo pode ser forçado a uma solução de transição por um período relativamente longo e isso tem impacto orçamental. E só acontece porque o Governo não quis fazer uma negociação”, conclui Louçã.

Recorde-se que o primeiro-ministro disse, esta sexta-feira, durante o balanço dos três anos de mandato que o "Governo foi amigo da administração pública. Repôs os vencimentos antes cortados, restabeleceu o horário que tinha sido unilateralmente alterado pelo Estado e descongelou carreiras que estavam há dezenas de anos congeladas".

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