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PEV pede "reforço" e promete não "andar atrás de um Ministério"

O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) terminou este domingo a sua convenção nacional a pedir "um reforço" em próximas eleições, e deu sinal de não querer entrar num eventual Governo, porque não vai "andar atrás de um Ministério".

PEV pede "reforço" e promete não "andar atrás de um Ministério"
Notícias ao Minuto

14:33 - 18/11/18 por Lusa

Política Partido Ecologista

O "reforço no PEV" é para "ter mais influência e o país ganhou" com os Verdes mais fortes nos últimos anos, afirmou a deputada e dirigente do partido, no discurso de encerramento da convenção, em Lisboa, perante os convidados do PS, PCP e BE, partidos que também apoiam, desde 2015, o Governo minoritário dos socialistas.

"Queremos continuar libertos dos grandes interesses económicos", afirmou Heloísa Apolónia, depois de garantir que o partido "não anda atrás de um Ministério".

"Precisamos de ter mais influência e o país ganha com os Verdes mais fortes. Mas não andamos aí em busca de um Ministério, a qualquer preço", disse a dirigente dos Verdes aos delegados à convenção, motivando alguns risos na sala, uma semana depois de, no congresso do Bloco de Esquerda, a bloquista Mariana Mortágua ter admitido que o partido está pronto a integrar um governo.

Em vésperas de ano eleitoral, com europeias, legislativas e regionais na Madeira, em 2019, Heloísa Apolónia abriu a porta à reedição do entendimento com PCP, Intervenção Democrática e independente na Coligação Democrática Unitária (CDU), afirmando serem eles os seus parceiros, apesar de, ao Público, no sábado, afirmar não descartar a hipótese de o PEV concorrer sozinho.

"A parceria que encontramos é na CDU, com o PCP, a ID e inúmeros independentes, a força de transformação à esquerda onde partidos, que têm posições diferentes em várias matérias, mas que, em questões importantes de modelo de desenvolvimento, convergem e fazem dessa convergência a força da intervenção e da influência para a mudança".

Na moção aprovada no congresso, a decisão da forma de participar nas eleições é remetida para o conselho nacional, o principal órgão dos Verdes entre convenções.

Para Heloísa Apolónia, "reforçar os Verdes é dar mais força a muitas lutas que precisam de ser travadas", de modo a "conseguir um país mais sustentável, mais harmonioso, mais coeso, mais justo".

Aos delegados, e em frente à delegação de convidados, incluindo Governo, parceiros de maioria de esquerda, o PSD, o CDS, e da Presidência da República, a parlamentar do PEV prometeu ainda que o partido tudo fará para que os portugueses não se esqueçam da "brutalidade" das políticas de direita, entre 2011 e 2015.

E também criticou o PS, o primeiro-ministro e o executivo, representado pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, pelos entendimentos à direita, na questão da descentralização de competências para as autarquias.

António Costa foi criticado por ter dito, numa entrevista, ser necessário escolher entre aumentos na função pública ou novas contratações na administração pública.

Algumas das medidas positivas dos últimos três anos, de governo minoritário do PS com apoio da esquerda, foram conseguidas à força, "arrancado a ferros", afirmou ainda, dando o exemplo dos passes sociais nos transportes sem condição de recursos ou das medidas para "estancar a área de eucalipto".

Na convenção, os Verdes definiram vários "eixos de intervenção" para os próximos anos, embora Heloísa Apolónia tenha destacado "cinco desafios" -- mitigar as alterações climáticas, reduzir o uso do plástico, preservar a valorização da biodiversidade, melhorar educação e combater as assimetrias regionais.

E na educação, os Verdes afirmaram não aceitar nem o "desrespeito pelos professores" nem a "inconcebível teimosia do Governo de não querer contar todo o tempo de serviço e outras carreiras na mesma situação" para efeitos de progressão na carreira, após o período de congelamento.

"É inadmissível", clamou.

E para dizer que "vale a pena lutar", Heloísa Apolónia deu o exemplo de duas "lutas" do PEV -- o encerramento, em 2024, da Central Nuclear de Almaraz, em Espanha, e a suspensão da prospeção de petróleo ao largo de Aljezur, distrito de Faro.

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