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"Morreu o voto útil, renasceu a possibilidade do povo impor respeito"

A coordenadora disse que o Bloco de Esquerda está a mudar a política e lançou críticas à Direita mas também ao PS.

"Morreu o voto útil, renasceu a possibilidade do povo impor respeito"
Notícias ao Minuto

12:25 - 10/11/18 por Fábio Nunes 

Política Catarina Martins

No discurso de abertura da XI Convenção do Bloco de Esquerda, Catarina Martins começou por relembrar o caminho percorrido pelo partido. "Viemos de longe, sabemos o que andámos para aqui chegar e o que temos para andar", referiu, antes de declarar que "morreu o voto útil, renasceu a possibilidade do povo impor respeito".

"Aquele voto com medo da Direita e que preferia uma solução má a uma solução péssima, esse voto útil morreu, paz à sua alma", realçou Catarina Martins. 

A coordenadora considera que o "Bloco é hoje um partido mais determinantes, mais preparado, mais sólido nas suas propostas" e que o partido "não mudou de política, o Bloco está a mudar a política"

Catarina Martins recordou a importância da união dos partidos de Esquerda para tirarem do poder a Direita. "Impedimos o PSD e o CDS de continuarem a desgraçar o nosso país", atirou. 

Mas o PS também não escapou às críticas da líder bloquista. "Agora o primeiro-ministro congratula-se com o aumento do salário mínimo e felicita-se com o descongelamento e aumentos extraordinários das pensões. Ainda bem! Ainda bem que houve força à Esquerda para contrariar as medidas do programa do PS que pretendia precisamente o contrário"

De seguida, a coordenadora do Bloco falou em três dos grandes desafios que o partido vai assumir. "O PS não hesitou em juntar-se à Direita na legislação laboral, que se vai arrastando no Parlamento. É tempo de acabar com essa vergonha e aprovar uma lei que proteja os contratos, impeça a precariedade e que qualifique o trabalho", disse.

O segundo desafio bloquista está nas rendas da energia, com mais farpas ao Executivo de António Costa. "O Governo não se importou de dar uma cambalhota e mudar de voto para proteger a EDP, quando o Parlamento já tinha aprovado uma taxa sobre as rendas na energia. É tempo de acabar com elas".

"Os atrasos na lei de bases na saúde ou no investimento em transportes públicos são maus indicadores sobre a vontade de deixar tudo na mesma. É tempo de cumprir o serviço nacional de saúde, é tempo de responder pelos transportes de qualidade", afirmou sobre o terceiro desafio a que o Bloco se propõe. 

Frisando que o Bloco "existe porque é necessário, somos o povo que luta", a coordenadora do Bloco de Esquerda não se furtou a referir os erros que o partido cometeu nos últimos anos e falou na polémica de especulação imobiliária que envolveu Ricardo Robles, vereador do Bloco na Câmara Municipal de Lisboa.

"O Bloco não abriu parêntesis nem mudou de assunto. Ninguém viu o Bloco calado, nem por um dia, sobre o problema da habitação nas grandes cidades. Reforçaremos a luta contra a especulação imobiliária, contra o despejo de idosos", salientou Catarina Martins. 

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