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"Modelo da Gerigonça não se pode repetir. Tem de haver outro melhor"

Francisco Louçã considera que o Bloco está mais preparado para ser uma alternativa no poder do que há dois anos. Afirma que nas eleições do próximo ano não se vai votar para "correr com a Direita", mas sim "para resolver os problemas de fundo do país".

"Modelo da Gerigonça não se pode repetir. Tem de haver outro melhor"
Notícias ao Minuto

11:15 - 10/11/18 por Fábio Nunes 

Política Francisco Louçã

A XI Convenção do Bloco de Esquerda arranca este sábado, em Lisboa, com a discussão do Orçamento do Estado para 2019 como pano de fundo mas também as eleições legislativas do próximo ano. Francisco Louçã, antigo líder do partido, deixou elogios ao trabalho “absolutamente extraordinário” do Bloco nos últimos três anos.

“É um trabalho certamente muito cansativo porque é para construir propostas concretas. Eu registei ontem o que o ministro Vieira da Silva veio dizer sobre a questão das pensões antecipadas, que haveria um compromisso e portanto a razão do Bloco é afirmada. É nas pequenas coisas e grandes coisas que mudam muito ou alguma coisa a vida das pessoas que um partido faz a diferença”, frisou.

Louçã considera que “o Bloco está hoje mais preparado do que há dois anos, há quatro, há seis, para disputar uma alternativa no país e no poder” e acrescentou que o partido “sempre foi diferenciado do PS”.

“Fez um acordo com o PS e acho que fez bem, para que não continuasse a Direita no poder e para que houvesse aquele mínimo essencial de um país que se respeita e atende à dignidade das pessoas. 2019 vai ser um ano muito importante e não é só por causa das eleições. Até às eleições há muito que fazer. Mal de um partido se só pensasse no que vem um ano depois. O problema do Bloco de Esquerda é o Orçamento, é a luta dos professores, é a luta dos enfermeiros, é responder a questões que são urgentíssimas. Isso é fazer política. Mostrar aos outros partidos o que tem a propor, mostrar ao país as alianças que quer fazer, mostrar às pessoas que estão preocupadas, ao nosso povo, como é que responde às suas dificuldades e traz alterações na sua vida”, salientou o economista.

Questionado sobre se o modelo da Gerigonça pode repetir-se, Louçã foi claro. “O modelo não se pode repetir. Tem de haver outro muito melhor para responder muito melhor aos problemas importantes do país. Daqui a um ano não é para correr com a Direita que se vai votar, vota-se para resolver os problemas de fundo do país”, destacou.

Os jornalistas também perguntaram ao antigo líder bloquista se esta convenção deveria definir se no futuro o Bloco deve fazer parte do Governo ou não. Francisco Louçã lembrou que “a relação de força é definida pelas eleições. Os partidos dizem o que querem. Os eleitores e as eleitoras dizem o que querem dos partidos e são eles e elas que mandam”.

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