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PPE: Rangel considera estranho que Costa apoie Timmermans

O vice-presidente do Partido Popular Europeu Paulo Rangel considerou hoje "estranho" que o primeiro-ministro tenha tido um papel determinante no processo que permitiu aos Socialistas Europeus unirem-se em torno da candidatura de Timmermans à presidência da Comissão Europeia.

PPE: Rangel considera estranho que Costa apoie Timmermans
Notícias ao Minuto

16:26 - 08/11/18 por Lusa

Política Comissão Europeia

"Se [o primeiro-ministro] ajudou é estranho, porque [Frans] Timmermans é um homem do Partido Socialista holandês que mais castigou Portugal durante o tempo da 'troika'. Os mais inflexíveis eram os holandeses, nomeadamente o senhor [Jeroen] Dijsselbloem que todos conhecemos. Timmermans tem uma visão muito ortodoxa, que é própria dos holandeses de todos os quadrantes. Até estranho como o PS se revê no candidato Timmermans, que defende posições que [Manfred] Weber nunca defendeu", disse o eurodeputado social-democrata.

Paulo Rangel reagia assim às declarações do presidente do Partido Socialista Europeu (PSE) que, na segunda-feira, manifestou-se "particularmente grato" ao primeiro-ministro português, António Costa, pelo seu papel no processo que permitiu aos Socialistas Europeus unirem-se em torno da candidatura do atual primeiro vice-presidente do executivo comunitário à presidência da Comissão Europeia nas eleições de 2019.

"O PSE faz as coisas quase à soviética: escolhem um candidato e já está. É o 'bureau' do partido que escolhe o candidato", defendeu, definindo Timmermans como "um homem de palha", que representa Jeroen Dijsselbloem e as suas políticas.

Em declarações aos jornalistas em Helsínquia, onde decorreu o congresso do Partido Popular Europeu (PPE) e numa reação à escolha do alemão Manfred Weber como o "Spitzenkandidat" do PPE, o português vice-presidente da maior família política europeia não poupou críticas ao PS, salientando que o PSD "não tem vergonha da Europa, nem de ser pró-europeu", ao contrário de outros que estão agora "com alguma timidez".

Questionado sobre se os socialistas estariam com dúvidas em relação à Europa, Rangel defendeu que o PS está sim condicionado na sua ação.

"É uma evidência que está. Quando se tem um partido como o Partido Comunista, que é claramente contra a União Europeia, e o Bloco de Esquerda, que é a favor da União Europeia se a União Europeia adotar o seu programa, é evidente que o PS está condicionado", avaliou.

O eurodeputado social-democrata antecipou ainda o cenário das eleições europeias de maio de 2019, frisando que se houver "uma maioria confortável", o Conselho Europeu (Estados-membros) não terá "grande alternativa" senão escolher o candidato do partido mais votado, que será muito provavelmente o alemão Manfred Weber, hoje designado pelo PPE.

"Se não houver uma maioria clara, ou porque os partidos não se entendem, ou porque a maioria é insuficiente, na margem dos 50%, será mais difícil. Há sempre delegações nacionais que não obedecem à disciplina partidária. Se essa maioria não existir, como indicam as sondagens, nesse caso poderá ter de ser o Conselho a escolher uma figura que possa fazer o consenso do Parlamento Europeu", explicou.

Essa figura de consenso poderia ser, na sua opinião, o negociador-chefe comunitário para o 'Brexit', Michel Barnier, embora considere esta uma opção pouco provável, um antigo primeiro-ministro, ou até um primeiro-ministro em funções, como Andrej Plenkovic, da Croácia, ou Leo Varadkar, da Irlanda.

"Nós estamos apostado em que o PPE tenha o maior número de votos, para que não seja pelo PPE que a figura do "Spitzenkandidat" não funcione", acrescentou.

O alemão Manfred Weber será o candidato do Partido Popular Europeu (PPE) ao cargo de presidente da Comissão Europeia, ao ter sido hoje eleito, em Helsínquia, no congresso desta família política, que inclui PSD e CDS-PP.

Weber, atual líder do grupo do PPE no Parlamento Europeu, recolheu 492 votos dos delegados, contra 127 de Alexander Stubb, antigo primeiro-ministro finlandês, pelo que será o 'spitzenkandidat' daquela que é atualmente a maior família política europeia à sucessão de Jean-Claude Juncker.

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