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Cabrita "não agiu como devia", quis "fazer frete às Câncios desta vida"

O social-democrata Carlos Abreu Amorim realça o bom desempenho das forças de segurança e lança farpas ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Cabrita "não agiu como devia", quis "fazer frete às Câncios desta vida"
Notícias ao Minuto

10:50 - 22/10/18 por Filipa Matias Pereira 

Política Carlos Abreu Amorim

Recentemente, três detidos por assaltarem idosos fugiram por uma janela do Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Mais tarde viriam a ser encontrados num parque de campismo e alguns meios avançaram com uma fotografia dos perpetradores no momento em que foram recapturados pelas autoridades.

Ora, a “polémica das fotos dos presos recapturados dá-nos várias lições e nenhuma delas é agradável”, começa por recordar a respeito do tema Carlos Abreu Amorim na sua página oficial de Facebook. “A que mais me incomoda”, acrescenta, “prende-se com a precipitação estudada do MAI”.

No entendimento do social-democrata, “perante o apelo da ala mais alucinada do PS e Bloco de Esquerda nas redes sociais, lançou-se na verborreia fácil dos ‘inquéritos-feitos-para-comunicação-social-ver’ como se essa fosse a única questão importante que um ministro de uma pasta de soberania devesse realçar”. Com efeito, “independentemente da infelicidade daquelas fotos, o ministro não agiu como devia”.

Mas nem tudo é mau. É um aspeto positivo destacado pelo deputado, nomeadamente o facto de as “forças de segurança terem conseguido corrigir uma falha em tempo recorde e recapturado três criminosos muito perigosos e violentos”. As autoridades, salienta ainda Carlos Abreu Amorim, “fizeram-no com uma competência assinalável”, sendo que “não há notícia de feridos ou de risco para a tranquilidade pública durante a operação. As nossas forças de segurança são um exemplo internacional de profissionalismo, eficiência, mérito e de respeito pelo Estado de Direito Democrático”.

Contudo, ressalva ainda, “o ministro não deu uma palavra de parabéns e de alento para os polícias que tinham acabado de arriscar a vida em prol da segurança pública”. Pelo contrário; “verberou os profissionais da polícia e tratou como vítimas aqueles criminosos que tanto sofrimento causaram a idosos indefesos” e “preferiu fazer o frete às Câncios desta vida, pressurosa e obedientemente”.

Carlos Abreu Amorim conclui realçando que “não é assim que se transmite o brio e o orgulho necessários para que as nossas polícias continuem a fazer aquilo que tão bem fazem - apesar de tão mal reconhecidos por quem tinha o dever de o fazer”.

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