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"Coligação não está a funcionar bem. Cada um interpreta à sua maneira"

Joaquim Jorge comentou, esta sexta-feira, o novo regime das reformas antecipadas que consta da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

"Coligação não está a funcionar bem. Cada um interpreta à sua maneira"
Notícias ao Minuto

11:55 - 19/10/18 por Natacha Nunes Costa 

Política Joaquim Jorge

O fundador do Clube dos Pensadores (CdP), Joaquim Jorge, criticou, esta sexta-feira, num artigo de opinião enviado ao Notícias ao Minuto, a postura do Executivo perante as reformas antecipadas.

Para o também biólogo, os partidos da coligação, PS, Bloco, PCP e PEV, estão a interpretar “cada um à sua maneira” as reuniões negociais e a transmitir informações díspares à população confundindo a sociedade.

“A coligação não está a funcionar nada bem e a imagem que fica é que é uns para cada lado e cada um interpreta à sua maneira do que dialoga nas reuniões. No início desta semana um funcionário com 40 anos de descontos podia-se reformar, esta quinta-feira já não se podia reformar, ao fim da tarde talvez, vamos ver à noite”, começa por dizer.

Joaquim Jorge refere mesmo que todas as declarações sobre o novo regime das reformas antecipadas, por parte dos partidos que constituem o Governo, não passa de “uma brincadeira de mau gosto que põe em causa a vida das pessoas e as suas legítimas expectativas”.

“Esta mania de andar a mudar as regras do jogo constantemente é absolutamente deplorável. Não nos podemos esquecer que estamos a lidar com pessoas que têm sentimentos, quereres, vontades, sonhos e projetos de vida que não podem nem devem ser maltratados. Os cidadãos devem ser tratados com respeito, honradez e honestidade, e não, com imoralidade e indecência”, sublinha.

O biólogo assume ainda que o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, “pode ter toda a razão” quando defende a sustentabilidade da Segurança Social, contudo, para Joaquim Jorge, o governante “não devia ter deixado que o PCP e o BE viessem declarar que um funcionário com 40 anos de descontos poder-se-ia reformar antecipadamente, para lá dos 60 anos”.

Em jeito de conclusão, o comentador deixa ainda uma dica para o Executivo de António Costa: "[Que] quem toma estas decisões desse o exemplo e acabasse de vez com as subvenções vitalícias de quem esteve ou está na política. Assim era compreensível, de outro modo, não!”.

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