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Remodelação no Governo "apanha o país um bocadinho desprevenido"

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou hoje que as remodelações nos governos "são normais", mas admitiu que a que foi conhecida esta manhã "apanha o país um bocadinho desprevenido", manifestando preocupação com as áreas da saúde e energia.

Remodelação no Governo "apanha o país um bocadinho desprevenido"
Notícias ao Minuto

14:31 - 14/10/18 por Lusa

Política Catarina Martins

Em declarações à agência Lusa e à RTP à margem da participação na Universidade de Outono do Podemos, em Madrid, Espanha, Catarina Martins foi questionada sobre a remodelação do Governo feita hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, a mais abrangente do executivo, que mudou os ministros da Defesa, Economia, Saúde e Cultura.

"As remodelações dos governos são normais, são naturais, fazem parte da vida. Não nos importa a nós discutir agora os nomes, o que importa são as decisões que vêm, o que vai acontecer", começou por responder.

Sobre o ‘timing' desta remodelação, a coordenadora do BE admitiu que "apanha o país um bocadinho desprevenido, neste momento", sendo certo que "era esperada pelo menos a substituição do ministro da Defesa".

"Há duas preocupações que nós temos e que não posso esconder. Uma preocupação com a saúde e o caminho da Lei da Bases da Saúde. Veremos se a remodelação corresponde a um esforço de fazer avançar dossiês que são tão importantes como esse", disse.

A outra preocupação do partido, que apoia parlamentarmente o Governo minoritário do PS, "é a questão da energia".

"Pela primeira vez há alguma capacidade de fazer a EDP pagar pelos sobrecustos que tem tido. O BE tem-se empenhado muito nesse dossiê. Esperemos que esse trabalho seja para continuar e para aprofundar e que não haja nenhum retrocesso", avisou.

Sobre a eventualidade desta remodelação poder provocar instabilidade no processo orçamental, Catarina Martins disse apenas que "o Governo, como um todo, terá de responder por aquilo que foi negociado e por aquilo que está acordado".

"E também pelos dossiês que ainda estão em aberto e que ainda precisam de ter acompanhamento ao longo deste tempo. Como sabem a especialidade de um orçamento é sempre algo complexo", acrescentou.

Para o BE, insistiu a líder, "o que importa é que os dossiês que estão em negociação e em aberto continuem esse trabalho e que o que está acordado e fechado seja cumprido".

"Há depois outras pastas, como por exemplo a cultura, que sendo um ministério nunca teve verdadeiramente o peso de um ministério", disse ainda.

Remetendo mais comentários para depois de uma análise com mais tempo desta remodelação, Catarina Martins quis registar que "há mais duas mulheres", o que considera ser "sempre um dado democrático bom porque a paridade também diz alguma coisa da sua qualidade de democracia".

A mudança dos ministros da Defesa, da Economia, da Saúde e da Cultura, hoje aceite pelo Presidente da República, é a terceira remodelação em termos ministeriais e a mais abrangente no Governo chefiado por António Costa.

Esta alteração da composição do XXI Governo Constitucional acontece na sequência da demissão de José Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa, na sexta-feira, que teve como base os desenvolvimentos do processo judicial sobre o material militar desaparecido do paiol de Tancos e depois reaparecido.

Hoje, o primeiro-ministro propôs exonerar não só Azeredo Lopes da Defesa, mas também Adalberto Campos Fernandes de ministro da Saúde, Manuel Caldeira Cabral, da Economia, e Luís Filipe Castro Mendes, da Cultura.

António Costa propôs a substituição destes quatro ministros, respetivamente, por João Gomes Cravinho, Marta Temido, Pedro Siza Vieira e Graça Fonseca, propostas que foram aceites pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Além disso, António Costa introduziu uma alteração orgânica, atribuindo ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, também a pasta da Transição Energética, pasta até então no Ministério da Economia.

Pedro Siza Vieira, já fazia parte do elenco ministerial, como ministro Adjunto.

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