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Todos os anos, polémicas 'roubam' um ministro ao Governo de Costa

Azeredo Lopes é o terceiro ministro a pedir a demissão do XXI Governo constitucional. O primeiro foi João Soares, a quem se seguiu Constança Urbano de Sousa.

Todos os anos, polémicas 'roubam' um ministro ao Governo de Costa
Notícias ao Minuto

18:27 - 12/10/18 por Natacha Nunes Costa 

Política Demissões

O primeiro-ministro, António Costa, vai ser obrigado a remodelar mais uma vez o elenco do XXI Governo constitucional depois de Azeredo Lopes ter pedido a demissão da pasta da Defesa, já aceite também pelo Presidente da República.

No total, no decorrer destes três anos de governação, além de ter perdido vários secretários de Estado pelo caminho, Costa perdeu também três ministros.

Tudo começou com João Soares. Em abril de 2016, menos de cinco meses depois de ter tomado posse, a 26 de novembro de 2015, o então ministro da Cultura demitiu-se na sequência de um comentário feito no Facebook que viria a gerar (muita) polémica.

Na publicação, João Soares prometia “salutares bofetadas” aos colunistas do jornal Público Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente depois destes criticarem a falta de linha de ação política e o “estilo de compadrio, prepotência e grosseria” do governante.

Depois da demissão, João Soares acabou por ser substituído por Luís Filipe de Castro Mendes, que se mantém no cargo desde então.

A segunda demissão aconteceu mais recentemente, em outubro do ano passado, e teve como protagonista Constança Urbano e Sousa que, na altura, assumia a pasta da Administração Interna.

A socialista teve de lidar com uma das piores tragédias que atingiram Portugal: o incêndio de Pedrógão Grande, que matou mais de 60 pessoas, e o fogo que atingiu o centro do País, em outubro, e que ceifou a vida a mais 49 pessoas.

Logo em junho, após a primeira tragédia, a demissão de Constança foi pedida pela oposição e não só. Mais tarde soube-se que a própria pôs desde logo o lugar à disposição, mas António Costa recusou. Só ao segundo pedido, após os incêndios de outubro, o chefe do Executivo aceitou o afastamento da ministra. No mesmo mês, Eduardo Cabrita assumiu a pasta da Administração Interna.

E a terceira demissão no Governo aconteceu esta sexta-feira, dia 12 de outubro, na sequência do polémico assalto a Tancos e, mais precisamente, sobre a recuperação do material de guerra furtado.

O ministro Azeredo Lopes pediu ao primeiro-ministro para deixar a pasta da Defesa para evitar que as Forças Armadas sejam “desgastadas pelo ataque político” e pelas “acusações” de que disse estar a ser alvo por causa do processo de Tancos.

Nos últimos dias, o ministro foi acusado de ter conhecimento do encobrimento ao roubo do paiol de Tancos. A garantia foi dada ao juiz do Tribunal de Instituição pelo ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar, o major Vasco Brazão. Algo que o, até agora, ministro da Defesa negou “categoricamente” na semana passada.

Recorde-se que no último debate na Assembleia da República, o primeiro-ministro voltou a manifestar o seu total apoio a Azeredo Lopes, mas esta sexta-feira acabou por aceitar o pedido de demissão de mais um ministro do seu Governo.

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