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PSD acusa Esquerda de fragilizar serviços públicos, PS aponta "apagão"

O PSD acusou hoje a "coligação de Esquerda" que apoia o Governo PS de degradar e fragilizar os serviços públicos, com os socialistas a apontarem um "apagão de responsabilidades" do anterior executivo.

PSD acusa Esquerda de fragilizar serviços públicos, PS aponta "apagão"
Notícias ao Minuto

11:28 - 04/10/18 por Lusa

Política responsabilidades

No arranque de um debate marcado pelo PSD na Assembleia da República sobre "A qualidade dos serviços públicos", o deputado Pedro do Ó Ramos apontou exemplos em áreas como saúde, educação, transportes, agricultura, segurança interna para tirar uma conclusão.

"A degradação dos serviços públicos é visível e sentida diariamente pelos cidadãos. É o próprio Estado que perde dignidade e deixa de ser confiável", acusou.

Para o deputado social-democrata, "o caos" que considera verificar-se nos serviços públicos tem uma explicação.

"Deve-se à obsessão do primeiro-ministro e do ministro das Finanças em atrasar soluções, mas também a uma clara diminuição do investimento público entre 2015 e 2017", apontou, considerando o que o Governo socialista, apoiado por BE, PCP e Verdes, foi o "campeão do desinvestimento público e consequente degradação os serviços públicos".

Na resposta, o deputado e vice-presidente da bancada socialista João Paulo Correia acusou o PSD de tentar fazer "um apagão das responsabilidades" que teve no anterior Governo.

"Foi o período em que os serviços públicos sofreram maiores ataques desde o 25 de Abril", acusou, referindo exemplos em áreas como saúde, transportes e na justiça, com o encerramento dos tribunais, além dos cortes nos vencimentos dos funcionários públicos.

Elencando algumas das medidas do atual Governo, João Paulo Correia defendeu que, por exemplo na saúde, o executivo já repôs "700 milhões de euros dos mil milhões cortados pelo anterior Governo".

"Afinal que modelo de serviço público quer o PSD: o que defende quando está na oposição ou a prática que fez no Governo?", questionou.

Também o BE, pelo deputado Moisés Ferreira, classificou a intervenção do PSD no debate como "uma espécie de mixórdia de temáticas".

"Parece que queria falar da degradação de serviços públicos, mas expôs aquilo que é a degradação dos sociais-democratas: a tática é atirar o barro à parede a ver se a coisa cola, não dizendo nada sobre nada", criticou.

Para Moisés Ferreira, quando PSD e CDS falam em serviços públicos "a primeira pergunta que vem à cabeça dos portugueses é: onde é que querem cortar agora? O que querem privatizar agora?".

Na mesma linha, a deputada Ana Mesquita, do PCP, acusou o PSD de "desplante" por trazer este tema ao plenário, "quando foram protagonistas do maior ataque aos serviços públicos".

"Sempre que tiveram a mão na massa o que mais fizeram foram privatizações e cortes nos direitos dos trabalhadores", criticou.

José Luís Ferreira, pelos "Verdes", reconheceu fragilidades nos serviços públicos, mas deixou uma pergunta aos sociais-democratas: "Em grande parte, não continuamos a sofrer as consequências da passagem do PSD e do CDS pelo Governo?".

Na resposta, Pedro do Ó Ramos acusou os partidos de esquerda de "só querem falar no passado" e "esconderem as suas responsabilidades no presente".

Aludindo à entrevista do primeiro-ministro, na qual António Costa disse que a relação com os parceiros de esquerda dá para "serem amigos mas não para casar", o deputado do PSD manifestou uma opinião contrária.

"Querem enganar os portugueses, porque senhores casaram, num casamento original com muitos nubentes, numa cerimónia envergonhada em 10 de novembro de 2015, sem assistência", criticou, referindo-se à assinatura das posições conjuntas, e acrescentou que a "renovação de votos" aconteceu cada aprovação do Orçamento do Estado.

Pedro do Ó Ramos salientou o "muito orgulho" da sua bancada no trabalho feito pelo anterior Governo PSD/CDS-PP e recordou o anterior primeiro-ministro.

"Se Pedro Passos Coelho governou como governou e conseguiu pôr o pais a crescer, imaginem com outra conjuntura", destacou.

A deputada do CDS-PP Cecília Meireles apoiou as críticas do PSD e acusou os partidos de esquerda de terem apregoado o "fim da austeridade, mas esquecerem-se de falar do fim da verdade"

"Não vale a pena PCP e BE dizerem que nunca são responsáveis por nada", criticou.

No encerramento, o deputado Cristovão Ribeiro respondeu o Bloco de Esquerda, que considerou "uma espécie de mixórdia de temáticas" a intervenção do PSD, afirmando que se trata de "uma falta de respeito" pelos portugueses, e uma "falta de decoro" que "não são mixordeiros".

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