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"Acusam-me de calculismo. Calculismo não é esperar derrotas para lutar?"

André Ventura volta a estar no centro da polémica e das críticas, desta vez porque vai lançar um movimento interno no PSD para destituir Rui Rio da liderança do partido.

"Acusam-me de calculismo. Calculismo não é esperar derrotas para lutar?"
Notícias ao Minuto

08:30 - 26/09/18 por Patrícia Martins Carvalho 

Política André Ventura

Apesar de não o ter apoiado inicialmente, mas de lhe ter dado o “benefício da dúvida”, André Ventura quer cortar de vez a sua ligação ao líder Rui Rio por considerar que já “Chega” de esperar por uma mudança de rumo que não chegará.

E ‘Chega’ é mesmo o nome do movimento que criou e que visa a destituição de Rui Rui, razão que tem colocado André Ventura na mira de todas as críticas.

Contudo, como diz o próprio ao Notícias ao Minuto, o “facto perturbador” não é ser criticado pela criação do movimento, mas sim quem o critica por isso.

“Os que mais me atacaram pela criação do movimento não foram militantes ou dirigentes do PSD, foram figuras da Esquerda e da Extrema-Esquerda, como Alfredo Barroso e Fernanda Câncio. Isso não é revelador?”, pergunta para de seguida levantar outra questão: “São estes os novos companheiros de viagem de Rio?”.

Conhecido por não ‘ter papas na língua’ - recorde-se a polémica gerada durante a campanha eleitoral autárquica devido a declarações sobre a comunidade cigana de Loures – André Ventura não tem medo de responder às críticas, desafiando todos os que lhe apontam o dedo a serem frontais como ele é.

“Acusam-me de calculismo e assalto ao poder, mas calculismo não será andar a dizer pelos corredores que o melhor é Rui Rio ir a votos para que depois, consumada a tragédia, seja mais fácil substituir a liderança e recolocar o partido no seu real espectro político? Calculismo não será esperar por derrotas para ir à luta?”, questiona indignado.

Nesta senda, o vereador do PSD na Câmara Municipal de Loures garante que o tempo de “ter fé e acreditar no engenho do líder” já acabou, tal como mostram as “sondagens” e o “contínuo deslizar à Esquerda do rumo do partido”.

E este rumo, sublinha, deixa o eleitorado social-democrata “disperso, desmotivado e politicamente órfão”.

Por fim, face às críticas de Alfredo Barroso que sugerem que André Ventura quer destituir Rui Rio para trazer de volta à liderança do partido Pedro Passos Coelho, o comentador televisivo descreve esta afirmação como sendo “puramente especulativa”.

“Penso que não está, sequer, no horizonte do próprio Passos Coelho”, refere, defendendo que "este é um daqueles momentos na vida de um partido que não está tanto em causa quem comanda a nau, mas qual o caminho que essa nau percorre”.

“O essencial, o fundamental, aquilo que já ontem deveria ter sido feito era recentrar o partido no espaço político que lhe é próprio (o centro-direita) e deixar de ser um mutante político. É isso que o PSD de Rui Rio revela ser aos portugueses:  um mutante político. Um híbrido. E isso já não cola!”, termina.

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