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"Ricardo Robles tomou uma opção errada, uma opção privada"

Catarina Martins assume que não havia condições para Robles continuar na Câmara de Lisboa, depois do vereador ter feito "um movimento que contradiz aquilo que o Bloco defende".

"Ricardo Robles tomou uma opção errada, uma opção privada"
Notícias ao Minuto

22:19 - 20/09/18 por Natacha Nunes Costa com Lusa 

Política Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, admitiu, mais uma vez, na noite desta quinta-feira na RTP 1, que não havia condições para Ricardo Robles continuar como vereador da Câmara de Lisboa depois de ter tomado uma atitude que "contraria aquilo que o BE defende".

"Ricardo Robles tomou uma opção errada, uma opção privada, legal, mas errada do ponto de vista do que defendemos no BE, porque estava a fazer um movimento que nós contestamos que não deve acontecer com a habitação em Lisboa, na tentativa da venda de uma casa de família com uma grande mais valia e isso é uma contradição com aquilo que o BE defende", frisou

Apesar de, num primeiro momento, a líder do Bloco ter dito que Robles "nada fez de errado", agora, Catarina Martins garante que "era claro que não havia condições para Robles se manter" e adianta que o próprio o disse um dia antes de se demitir.

Na continuação da conversa, a dirigente bloquista escusou-se a comentar as críticas do primeiro-ministro e líder do PS, António Costa, ao "pecadilho" de Robles e à postura de "superioridade moral" do BE.

Catarina Martins frisou que "o BE não se deixa condicionar," mas também "não assume superioridade moral, assume exigência".

Na entrevista ao jornalista Vítor Gonçalves, a líder bloquista não fechou a porta à possibilidade de integrar o executivo na próxima legislatura, embora condicionando essa hipótese à força do partido nas próximas eleições.

"Depende da força que cada partido tem", respondeu Catarina Martins, depois de afirmar que os partidos que concorrem às eleições legislativas estão a admitir poder ser governo.

Quanto ao voto do BE no próximo Orçamento de Estado, a líder bloquista não se comprometeu, admitindo apenas clarificar o apoio à 'geringonça'.

"O nosso apoio é um compromisso com o país. E esse compromisso é para ser levado a sério", acentuou, embora criticando a postura de ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, na concretização da atribuição da reforma por inteiro aos cidadãos com 40 anos de descontos.

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