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Silva Pereira chocado com "sorriso cínico" de Nuno Crato

Na habitual coluna de opinião que assina às sextas no Diário Económico, o antigo ministro Pedro Silva Pereira escreve hoje sobre ‘o inglês, o ministro e o caranguejo’, para defender que a orientação de Nuno Crato “é andar para trás na escola pública”, designadamente em relação ao ensino de inglês nas escolas do primeiro ciclo. Mas para Silva Pereira, o mais “chocante” foi o “sorriso cínico” e a “forma falaciosa” com que o ministro da Educação “tentou disfarçar este retrocesso”.

Silva Pereira chocado com "sorriso cínico" de Nuno Crato

Começando por recordar que “desde 2006, as escolas do primeiro ciclo do básico passaram a oferecer obrigatoriamente às crianças o ensino do inglês”, uma “medida (…) saudada por pais e professores” assim como “diversos relatórios internacionais”, o antigo ministro socialista Pedro Silva Pereira lamenta hoje, num artigo de opinião publicado no Diário Económico, o fim desta medida.

Tudo era assim, “até que chegou o ministro Crato mais a sua firme orientação de caranguejo: andar para trás na escola pública”, escreve Silva Pereira, frisando que “a obsessão programática do [actual] ministro da Educação resume-se (…) a desfazer o que os outros fizeram”.

O ex-governante socialista dá como exemplos “o Programa Novas Oportunidades, o Magalhães, a avaliação dos professores, o limite de 28 alunos por turma, a oferta obrigatória de inglês no ensino básico” e “o emprego de milhares de docentes”, sublinhando que “desde o primeiro dia” e “em apenas dois anos”, Nuno Crato “acabou” com tudo isto.

“A lista do que o ministro desfez é [por isso] extensa, já a lista do que fez é modesta (…) e não vai muito mais além da introdução de exames para crianças do 4.º ano”, afirma Silva Pereira.

Este caminho “evidencia”, na opinião do socialista, “uma deprimente falta de visão sobre a importância das qualificações no futuro do País (…), o que, manifestamente, não parece ser [uma preocupação] do ministro da Educação”.

Mas para Silva Pereira o mais “chocante” foi a “forma falaciosa”, com “um sorriso cínico” no rosto, com que Nuno Crato “ainda tentou disfarçar este retrocesso, alegando que as actividades de enriquecimento curricular (…) são facultativas. A verdade é que a oferta de ensino do inglês era obrigatória em todas as escolas do primeiro ciclo do ensino básico e passou a ser facultativa.”

“O ministro, com a imensa sabedoria do caranguejo, achará que está a fazer a educação andar para a frente. Mas nós bem vemos para onde ele vai”, remata o ex-ministro de Sócrates.

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