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CDS e PP espanhol unidos na oposição contra governos ibéricos de esquerda

Os presidentes do CDS-PP, Assunção Cristas, e do Partido Popular (PP) espanhol, Pablo Casado, manifestaram-se hoje em total acordo sobre uma linha de "oposição firme" aos governos ibéricos de esquerda e na condenação do regime venezuelano.

CDS e PP espanhol unidos na oposição contra governos ibéricos de esquerda
Notícias ao Minuto

18:14 - 15/09/18 por Lusa

Política Líderes

"Somos da mesma geração, defendemos os mesmos princípios, as mesmas ideias e sofremos as consequências da mesma aliança de esquerda radical à frente dos governos dos nossos queridos países", sintetizou Pablo Casado, numa conferência de imprensa conjunta com Assunção Cristas na sede do CDS-PP, em Lisboa.

Por sua vez, Assunção Cristas acentuou que o CDS entende que "tem de haver uma alternativa firme de Governo em Portugal".

"Um Governo de centro-direita que pugne por uma outra política económica, pela transparência no exercício da governação, designadamente no que toca à gestão orçamental e à gestão dos serviços públicos. Estamos sempre do lado da construção dessa alternativa, tendo um espírito positivo e propositivo enquanto partido de oposição", declarou a presidente do CDS.

De acordo com Pablo Casado e Assunção Cristas, durante a reunião entre ambos, que durou cerca de uma hora, foi abordada a situação que atravessa a Venezuela, com a presidente do CDS-PP a evidenciar "o drama humanitário" que se vive naquele país e a lamentar que o regime de Caracas tenha "ensandecido".

O presidente do PP de Espanha atacou diretamente os primeiros-ministros português, António Costa, e espanhol, Pedro Sánchez, por terem optado pelo "silêncio" em relação ao que se passa na Venezuela.

"Para nossa desgraça, tanto o senhor [António] Costa, como o senhor [Pedro] Sánchez, não querem falar da política venezuelana", afirmou, antes de salientar que o PP de Espanha e o CDS também estão de acordo na rejeição de uma perspetiva federalista para a União Europeia.

"Não há que falar em mais Europa, mas, sim, numa melhor Europa, desenvolvendo as competências que já existem", sustentou.

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