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Rangel acusa Governo de "cortina de silêncio" sobre Venezuela

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel estranhou hoje o que chamou de "cortina de silêncio" do Governo português sobre a situação da Venezuela, considerando que o executivo está "constrangido" devido ao apoio de BE e PCP.

Rangel acusa Governo de "cortina de silêncio" sobre Venezuela
Notícias ao Minuto

13:14 - 07/09/18 por Lusa

Política Eurodeputados

"Como têm o BE e o PCP, que são adeptos do regime de Maduro, não pode falar e atuar sobre a Venezuela como deveria, sente-se constrangido. Vejo uma cortina de silêncio tal, que acho isso estranho", afirmou Rangel, numa aula na Universidade de Verão do PSD com o tema "O que se passa com a Europa?".

Depois de na sua intervenção inicial ter criticado que o Governo tenha apresentado um programa apenas para o regresso dos emigrantes que deixaram o país entre 2011 e 2015 sem nada dizer sobre os portugueses e lusodescendentes na Venezuela, o presidente da delegação dos eurodeputados do PSD perguntou "onde andam agora os defensores do chavismo", criticando a atitude do Governo de José Sócrates e até do executivo de Passos Coelho em relação à Venezuela.

"Eu acho que o ministro dos Negócios Estrangeiros da altura, Paulo Portas, teve comportamentos com a Venezuela errados", criticou.

Na fase de respostas aos alunos, Rangel abordou também a questão do próximo presidente da Comissão Europeia defendendo que, noutro contexto, o antigo primeiro-ministro do PSD Pedro Passos Coelho seria "um excelente candidato".

No entanto, admitiu que, depois de Portugal ter tido um presidente da Comissão Europeia durante dez anos, Durão Barroso, e de ter o atual secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, "não será fácil" colocar portugueses posições-chave nos próximos anos.

Na sua intervenção, Rangel apontou a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos em novembro de 2016 como o fator "com mais efeito na perturbação da Europa".

"Eu tenho a convicção firme de que, se o presidente dos Estados Unidos não fosse Trump, há um conjunto de problemas europeus que não estávamos a sentir agora, porque os EUA continuavam a ter um papel de mediador e equilibrador da situação política na Europa", afirmou.

Como exemplo, apontou o impasse nas negociações do Brexit, que considerou que já estariam resolvidos com outra administração norte-americana.

"Com o sr. Trump, quanto pior melhor. O caos para ele é positivo porque navega bem no caos e os outros não", criticou.

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