"A democracia não tem que ouvir a xenofobia"
O convite feito à líder do partido nacionalista francês para discursar na Web Summit deu muito que falar, com várias vozes a levantarem-se contra a iniciativa da organização do evento. Nesta senda, o convite foi retirado, mas o tema ainda dá que falar.
© Global Imagens
Política Mariana Mortágua
Marine Le Pen é a líder da Frente Nacional, o partido nacionalista francês conhecido pelas suas ideologias xenófobas, e esteve quase para visitar Lisboa a convite da Web Summit, evento no qual iria discursar.
Porém, foi tamanha a polémica em torno da sua participação no evento que a organização do evento se viu obrigada a retirar o convite. No entanto, esta decisão também causou celeuma na opinião pública, com muitos a defenderem que a democracia deve respeitar a liberdade de expressão.
Para Mariana Mortágua “dar palco” às ideias da Frente Nacional ou de qualquer outro partido de extrema-direita é algo que não se deve fazer.
“A democracia não tem que ouvir a xenofobia como se se tratasse apenas de uma forma diferente de pensar o mundo”, escreveu a deputada do Bloco de Esquerda.
No seu comentário, escrito no Facebook a propósito de um texto da autoria de Fernanda Câncio publicado no Diário de Notícias, Mariana Mortágua refere ainda que “dar palco” a Marine Le Pen é contribuir para a “banalização das suas ideias xenófobas” que se têm vindo a tornar também “trendy”.
“Como diz a Fernanda Câncio, ‘direito ao discurso é também, como livres cidadãos de um Estado democrático, dizermos: 'Sabemos muito bem ao que vem, e não é bem-vinda'", remata.


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