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Partido de Santana "é mais do mesmo" mas "vai fazer mossa a PSD e CDS"

Marques Mendes não acredita que o Aliança, partido que Santana Lopes pretende criar, vá ter grande sucesso. No entanto, avisa que os "2% ou 3%" que o partido possa roubar à Direita são "um drama de todo o tamanho".

Partido de Santana "é mais do mesmo" mas "vai fazer mossa a PSD e CDS"
Notícias ao Minuto

22:40 - 19/08/18 por Pedro Bastos Reis 

Política Marques Mendes

Luís Marques Mendes considera que Pedro Santana Lopes escolheu um “nome interessante e apelativo” para o seu novo partido, Aliança, conforme foi avançado no fim de semana pelo Expresso. Já no que toca aos princípios orientadores, a história é diferente.

“Quanto aos princípios orientadores do novo partido, parece-me mais do mesmo. Parece-me, sinceramente, que não tem novidade. E esperava-se um bocadinho mais”, começou por dizer o comentador no seu espaço habitual na SIC.

Para Marques Mendes, do que se sabe até agora do novo partido que o ex-primeiro ministro Santana Lopes pretende criar, “faltam as grandes causas do futuro: ambiente e clima, revolução tecnológica e digital, demografia, natalidade e migrações, isto só para dar alguns exemplos”. No entanto, o antigo dirigente do PSD acredita que o Aliança pode vir a causar problemas à Direita.

“Acho que vai fazer alguma mossa no PSD e no CDS”, salientou Marques Mendes, isto apesar de não antever um grande futuro ao novo partido do ex-primeiro ministro. “Com toda a franqueza, não me parece que o partido de Santana Lopes vá ter grande sucesso, mas alguns votos que tenha, se tirar 2% ou 3% ao PSD e alguma coisa ao CDS, quando o PSD já está, hoje em dia, com 27% ou 28% nas sondagens…. evidentemente que isso não é um pesadelo, é um drama de todo o tamanho”, rematou.

O comentador revelou ainda para “um nervoso miudinho” que a criação do Aliança está a causar junto de PSD e CDS, para além de “algum incómodo”. “Tentam disfarçar em público, mas não conseguem evitá-lo em privado”.

Já o PS, nota, “esfrega as mãos de contente”, até porque “o PS nunca na vida gostou muito de Santana Lopes, e esta é a primeira vez que está em grande sintonia, porque acalenta a esperança de afetar o PSD”.

No sábado, recorde-se, o semanário Expresso revelou que Pedro Santana Lopes vai mesmo avançar com a criação de um novo partido político, que se chamará Aliança, e que se define como “personalista, liberalista e solidário”, assim como “europeísta, mas sem dogmas”.

Cerca de 24 horas depois do anúncio, Santana Lopes foi acusado de copiar ideias do partido Iniciativa Liberal (IL). Este partido recém-formado, com programa político aprovado desde maio, acusa o ex-primeiro-ministro de querer "vir dar cabo do liberalismo sem pensar que está a condenar o país a mais umas décadas de estatismo”, assim como de “copiar muitos temas do programa da Iniciativa Liberal, como a liberalização da segurança social ou da saúde, quando ainda há poucas semanas dizia que queria mais Estado na saúde".

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