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"Procedi de forma exemplar", garante Ricardo Robles

O vereador bloquista da Câmara Municipal de Lisboa deu, esta sexta-feira à tarde, uma conferência de imprensa para esclarecer a polémica que o envolve.

"Procedi de forma exemplar", garante Ricardo Robles

Ricardo Robles está debaixo de fogo desde que o Jornal Económico revelou, esta sexta-feira, que o vereador do Bloco de Esquerda é coproprietário de um prédio em Alfama que esteve à venda por 5,7 milhões de euros, depois de ter sido comprado por 347 mil.

Mesmo tendo publicado um longo esclarecimento na sua página de Facebook durante a manhã, Ricardo Robles agendou uma conferência de imprensa para o final da tarde na sede do Bloco de Esquerda, em Lisboa.

Nesta senda, e após um também longo discurso em que repetiu os esclarecimentos já dados no texto publicado de manhã, o vereador da Câmara Municipal de Lisboa começou por dizer que “é falso que tenha havido qualquer despejo”, garantindo que procedeu de “forma exemplar em todos e com todos os arrendatários”.

Não há nada de reprovável na minha conduta. Atuei sempre em coerência com aquilo que defendo para a cidade

Aos jornalistas, Ricardo Robles garantiu ainda que “nada” do que tem vindo a defender enquanto vereador “pode resultar em benefícios próprios”. Aliás, sublinha, “pelo contrário: defendi e defendo o aumento de impostos sobre mais-valias e património imobiliário, defendi e defendo a proteção dos inquilinos e que se limitem as rendas”.

E face a estas posições, atira, encontra sempre uma “posição frontal do PSD” quem pediu, após a publicação da notícia, a demissão do vereador.

“A exigência do PSD não tem qualquer base e apenas contribuiu para intoxicar a opinião pública”, refere, garantindo ter condições para continuar no cargo de vereador na autarquia lisboeta para o qual foi eleito em outubro passado.

Questionado várias vezes pelos jornalistas se não considerava especulação imobiliária colocar à venda um imóvel por 5,7 milhões de euros depois de o ter comprado por 347 mil euros, Ricardo Robles não respondeu à pergunta, escudando-se sempre na decisão da sua irmã e coproprietária do imóvel e no facto de ter feito um contrato de arrendamento de 170 euros por oito anos a um casal de idosos residente no prédio há vários anos, pese embora as obras de remodelação de que o edifício foi alvo.

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