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“A forma como Pinho falou com os deputados foi infeliz e arrogante”

Carlos César, no habitual espaço de comentário na SIC Notícias, que partilha com Pedro Santana Lopes, teceu largas criticas à postura do antigo ministro da Economia que, esta terça-feira, esteve no Parlamento, no âmbito do caso EDP.

“A forma como Pinho falou com os deputados foi infeliz e arrogante”
Notícias ao Minuto

23:59 - 17/07/18 por Natacha Nunes Costa 

Política Carlos César

Um dos assuntos que marcou o dia foi sem dúvida a audição de Manuel Pinho na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas onde, esta terça-feira, o ex-ministro da economia prestou esclarecimentos no âmbito do caso EDP, mas recusou falar sobre as suspeitas de ter recebido, de uma empresa do GES, entre 2006 e 2012, cerca de um milhão de euros.

E como não podia deixar de ser, no habitual espaço de comentário político da SIC Notícias partilhado por Carlos César e Pedro Santana Lopes, este foi um dos temas discutidos e, tal como já tinha feito em abril, o presidente do Grupo Parlamentar do PS criticou o silêncio de Manuel Pinho.

Manuel Pinho foi objeto de suspeitas e de acusações e enquanto ele não esclarecer no plano público é legítimo aos deputados, como aos portugueses em geral, adensar essa situação de suspeita. Ele é que é o principal prejudicado pelo seu silêncio e pela circunstância de não esclarecer aquilo que seria fácil esclarecer”, disse Carlos César adiantando que “o que está em causa é saber o que recebeu, como recebeu e a que título recebeu quando era ministro e é isso que pura e simplesmente tinha que dizer”.

Já quanto aos esclarecimentos no âmbito do caso EDP, o antigo Presidente do Governo dos Açores teceu largas críticas à postura do antigo ministro socialista.

“A forma como o Dr. Manuel Pinho hoje [terça-feira] falou com os deputados e com o país foi infeliz. Falou de uma forma arrogante. Penso que quando o Dr Manuel Pinho está no Parlamento tem sempre algumas falhas quer na sua expressão verbal como corporal, ele podia ter evitado tudo isto”, acusou Carlos César contando com o apoio de Pedro Santana Lopes.

“Ele estar calado é uma estratégia da defesa e temos de respeitar, agora obviamente esta é uma situação muito desagradável. E estou com o Carlos César. Ele falou com um ar de sobranceria e de até alguma desconsideração pelo Parlamento que faz impressão, ainda por cima uma pessoa na situação dele”, concordou o ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia.

Em jeito de conclusão, os dois comentadores sublinharam que é obrigatório apurar a verdade sobre as acusações que recaem sobre o antigo governante.

“Nós teremos de saber o que se passou porque é importante para a democracia e para a titularidade de cargos políticos, para a transparência e para a honra que todos esses casos sejam conhecidos e dissecados ao pormenor e sejam também exemplares para o futuro”, disse Carlos César.

“Espero que o tempo seja tão breve quanto possível porque se as suspeitas se confirmarem é uma vergonha para a democracia portuguesa”, rematou Santana Lopes.

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