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Voto do PSD para OE2019 "tendencialmente poderá ser contra"

O PSD ainda não conhece o próximo Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), mas "tendencialmente" o "voto poderá ser contra", admitiu hoje o líder da bancada social-democrata, Fernando Negrão.

Voto do PSD para OE2019 "tendencialmente poderá ser contra"

"Tendencialmente, o voto do PSD poderá ser contra o orçamento", afirmou Fernando Negrão, após a reunião de hoje do grupo parlamentar, na Assembleia da República, em Lisboa, em que o assunto foi abordado.

Negrão disse não ter sido taxativo no "não" ao OE2019 na reunião com os deputados, até porque não se conhece ainda o documento, que vai ser negociado pelo Governo com os seus parceiros à esquerda, PEV, Bloco de Esquerda e PCP, apresentado dentro de quatro meses e votado dentro de cinco meses.

"Não, não. Eu não vim garantir. Eu vim dizer aos senhores deputados que todos os sinais que têm sido dados são no sentido de que a votação [do PSD] poderá ser contra o Orçamento do Estado", explicou.

Mas, apesar de ainda não se saber nada sobre o orçamento, o último da legislatura, os sociais-democratas afirmam que ele "é feito numa lógica de acordo com o BE e o PCP, que defendem políticas que são opostas" às que defendem, acrescentou.

Sobre o acordo de concertação social, que será discutido no parlamento na sexta-feira, e a anunciada intenção do PS de fazer alterações, Fernando Negrão prometeu que o seu partido estará atento, em setembro, quando o assunto voltar a ser discutido.

O deputado social-democrata lembrou que existe, na Concertação Social, "um acordo tripartido entre o Governo e parceiros sociais" e que alguns deles já disseram que "se houver alterações, saem do acordo"

Se as propostas desvirtuarem o acordado, "deixa de haver acordo" e é preciso "chamar a atenção dos partidos" que as apresentarem, concluiu.

Na reunião, de acordo com relatos feitos à Lusa por deputados, foram feitas críticas ao modo como a direção de Rui Rio dirigiu, ou está a dirigir, dossiers como o Orçamento do Estado ou o caso "Tutti Fruti", investigação que envolve militantes do PSD.

Hugo Soares, ex-líder parlamentar, criticou o que considerou ser indefinição quanto ao voto no Orçamento, defendendo o voto contra, segundo as mesmas fontes.

Miguel Morgado, deputado e adjunto do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, ainda de acordo com deputados presentes, também criticou a estratégia de oposição que não se demarca tanto como deseja, do PS e do Governo.

Também Hugo Soares criticou a reação da direção do partido ao processo "Tutti Frutti", quando o partido se demarcou do que tinha acontecido no próprio dia em que foi dada a notícia da investigação.

Em 27 de junho, a Polícia Judiciária realizou cerca de 70 buscas, incluindo a autarquias, sociedades e instalações partidárias, no continente e também nos Açores, no âmbito de um inquérito que investiga crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido, segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Um dos principais visados na operação, indicou a revista Sábado, é o social-democrata Carlos Eduardo Reis, conselheiro nacional do PSD e ex-presidente da JSD de Braga.

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