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PCP lamenta encerramento de mais um balcão da CGD em Lamego

A Comissão da Interconcelhia Lamego-Tarouca do Partido Comunista Português (PCP) lamentou hoje o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) do Desterro, em Lamego.

PCP lamenta encerramento de mais um balcão da CGD em Lamego
Notícias ao Minuto

11:25 - 14/06/18 por Lusa

Política Comissão

"Este encerramento prejudicará diretamente os habitantes das zonas envolventes, nomeadamente os que menos mobilidade têm, como os reformados que usam o banco público como peça central na gestão diária e corrente dos seus já pequenos vencimentos", lê-se num comunicado do PCP enviado à agência Lusa.

Os comunistas recordam que, "a acrescer, e depois do prévio encerramento do balcão da Praça do Comércio, que igualmente prejudicou as populações do Castelo, da Rua da Seara, da Rua Nova ou mesmo da Praça do Comércio, esta lamentável decisão refletir-se-á indubitavelmente no normal funcionamento do único e restante balcão da CGD em Lamego, pois terá de absorver os clientes e as suas legítimas questões".

"A Administração da Caixa Geral de Depósitos decidiu unilateralmente pelo encerramento de (mais) um dos seus balcões em Lamego, posição à qual a concelhia do PCP vem opor-se determinantemente", acrescentam.

Em causa estão, segundo o PCP, "critérios puramente economicistas e de constante desvalorização do papel social do banco público".

Lamego, explica o partido, é uma cidade do distrito de Viseu com "doze mil habitantes e sede de município de vinte e seis mil lamecenses" e "assiste uma vez mais, depois do encerramento do balcão da Praça do Comércio, ao fecho de um outro balcão, desta feita o do Desterro".

"Afirma o Governo central que uma das suas bandeiras é o combate à desertificação, sendo que as únicas medidas que realmente se efetivam não só não evitam, como aprofundam e promovem os problemas do interior e do seu povo", refere.

A CGD vai fechar cerca de 70 agências este ano, a maioria já este mês e nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, indicou, na segunda-feira, em comunicado, o banco público.

A CGD não indicou quantas são exatamente as agências que fecharão até final de junho nem onde se situam, dizendo apenas que muitos desses balcões estão em áreas urbanas.

"Tal como a CGD em diversas circunstâncias já afirmou publicamente, este ano serão encerrados cerca de 70 balcões, a maioria dos quais no final do presente mês de junho", explicou o banco.

As agências a encerrar, indicou, "foram objeto de análise e, além da sua atividade e resultado económico, foram tidas em consideração questões como as acessibilidades a outras agências da CGD e a mobilidade da população, resultando deste facto que a maioria das agências a encerrar se situe nos maiores centros urbanos do país, com destaque para a Grande Lisboa e o Grande Porto".

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação da CGD, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita em 2017.

Em 2017 já tinham fechado 67 balcões, encerramentos que provocaram muita polémica e protestos, sendo o mais conhecido o caso de Almeida.

Assim, com o encerramento destes 70 balcões, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

Segundo informações recolhidas pela Lusa nas últimas semanas, entre as agências da CGD que irão fechar estão São Vicente da Beira (Castelo Branco), Darque (Viana do Castelo), Grijó e Arcozelo (Gaia), Pedras Salgadas (Vila Pouca de Aguiar), Prior Velho (Loures), Alhandra (Vila Franca de Xira), Abraveses e Rua Formosa (Viseu), Louriçal (Pombal) e Avanca (Estarreja).

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