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PSD acusa Governo de "enganar os açorianos" ao não cumprir investimentos

O deputado do PSD António Vasco Viveiros não poupou críticas ao Governo Regional.

PSD acusa Governo de "enganar os açorianos" ao não cumprir investimentos
Notícias ao Minuto

17:45 - 13/06/18 por Lusa

Política Açores

O deputado do PSD ao parlamento dos Açores, António Vasco Viveiros, acusou hoje o Governo Regional de "enganar os açorianos", ao prometer investir quase 520 milhões de euros em 2017, mas executar apenas 370 milhões.

"A taxa de execução no plano de investimentos de 72,2% está bem longe de 100% e essa distância equivale a 144 milhões de euros de promessas não cumpridas", lamentou o parlamentar social-democrata, considerando que esta postura do Governo, além de representar um "descrédito", não passa de uma forma de "enganar os açorianos".

O deputado Carlos Silva, da bancada do Partido Socialista, porém, entende que a taxa de execução orçamental do executivo regional não justifica que o PSD tenha suscitado um debate de urgência para analisar o assunto e recordou que as autarquias sociais-democratas da região ainda apresentam taxas de execução mais baixas.

"A Câmara Municipal de Ponta Delgada tem uma execução de 50%! É bom? O Governo é que é mau! A Câmara Municipal da Madalena tem uma taxa de 57%, mas o Governo é que é mau, a autarquia é boa", ironizou o parlamentar socialista.

O vice-presidente do Governo Regional, que tutela a área das Finanças, Sérgio Ávila, lembrou em plenário que a execução orçamental de 2017 até foi melhor do que a dos anos anteriores, embora o executivo tenha previsto um investimento inferior.

"A execução do Plano foi em seis milhões de euros superior à do ano anterior, em 11 milhões de euros superior a 2015 e em 56 milhões de euros superior ao de 2014. Ou seja, tínhamos um plano com menos investimento, mas executámos mais do que nos anos anteriores", insistiu o governante.

Para o deputado Artur Lima, do CDS-PP, há áreas em que a execução orçamental devia até ter sido superior a 100%, como, por exemplo, no setor da Saúde, onde, no seu entender, se poderia "gastar um pouco mais, para os outros sofrerem um pouco menos", acusando o governo regional socialista de não ser "humanista".

Na opinião de Zuraida Soares, deputada do Bloco de Esquerda, o Governo Regional tem de alterar a sua postura e esclarecer os açorianos sempre que o seu plano de investimentos ficar aquém dos valores orçamentados.

"Da mesma maneira que é feita uma campanha mediática quanto ao valor orçamento, seria um bonito exercício de humildade democrática, ver o Governo Regional prestar o mesmo tipo de contas, mediaticamente falando, quanto ao valor realmente executado", insistiu a parlamentar bloquista.

Para Paulo Estêvão, do PPM, o problema da baixa taxa de execução orçamental reside na figura do vice-presidente do Governo, que tem tido, na sua opinião, uma prestação menos positiva do que quando integrava os governos do anterior presidente, Carlos César.

"Aproxima-se o Mundial de Futebol e vossa excelência, que vinha de taxas de execução de 90 e tal por centro, desce para taxas de execução de 70 e tal por cento, e eu devo dizer-lhe que o que tem de fazer é arrumar as chuteiras, porque está em decadência", apontou o parlamentar monárquico.

Já João Paulo Corvelo, do PCP, lamentou que a maioria socialista continue a recusar a criação de uma unidade técnica de apoio ao Orçamento, no âmbito da Assembleia Legislativa dos Açores, que possa ajudar os deputados a fazer um acompanhamento técnico dos documentos governamentais.

"Isto leva-nos, naturalmente, a questionar o porquê de tal recusa e o que se pretende efetivamente ocultar, ou pelo menos mascarar, quando se evita que um rigoroso trabalho técnico seja efetuado", lamentou o deputado comunista.

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