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PSD vai expulsar condenados por corrupção mas não perpetuamente

Rui Rio sublinhou não querer entrar em "populismos" impedindo que um militante condenado por corrupção não possa nunca mais voltar ao partido. Regulamento vai ser discutido no próximo Conselho Nacional do PSD.

PSD vai expulsar condenados por corrupção mas não perpetuamente
Notícias ao Minuto

13:10 - 25/05/18 por Melissa Lopes

Política Rui Rio

O presidente do PSD, que está a dedicar a semana à Justiça, revelou esta sexta-feira que a norma que vai ser discutida no Conselho Nacional do partido, em que é proposto pela JSD a expulsão de militantes condenados por corrupção, “inclui uma norma complementar”.

Essa mesma norma diz que quem é expulso por esses motivos, não pode pedir a readmissão no partido durante 'x anos', conforme seja decidido, podendo fazê-lo depois. 

Tal constitui, para Rui Rio, um “pormenor absolutamente fundamental”, porque impedir alguém de voltar, depois de cumprida uma pena de prisão, ao partido seria o mesmo que aplicar a pena perpétua.

Sublinhando não querer entrar em “populismos”, o líder do PSD explicou aos jornalistas que, "da mesma forma que ninguém é condenado, seja por homicídio, muito menos corrupção, a prisão perpétua, isso não sucederá no partido". Ficará a cargo do Conselho de Jurisdição a decisão de quanto tempo ficarão os militantes expulsos impedidos de voltar a sê-lo.

O regulamento de disciplina vai ser apreciado no próximo Conselho Nacional do partido, agendado para a próxima semana em Leiria.

Vamos propor alguns ajustamentos aos regulamentos que tem a ver com a transparência do funcionamento do partido que só ficará totalmente concluída com a alteração informática que vamos proceder”, disse aos jornalistas, à margem de uma visita ao Conselho Superior de Magistratura.

Questionado pelos jornalistas sobre o caso do ministro Adjunto Siza Vieira, que terá acumulado funções numa empresa privada com as de governante, Rio voltou a sublinhar não é seu estilo fazer uma "política de casos".

Sei que isso é um pouco fora do comum, mas sinceramente eu prefiro fazer oposição com base nas ideias próprias, com base nas propostas, com base naquilo que estou a fazer por exemplo na Justiça, e menos o pequeno aproveitamento de um caso aqui e de um caso acolá”, frisou, preferindo “aguardar” pelo que dirá o Ministério Público.

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