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"Tivemos discussão viva". Maioria dos deputados do PSD contra eutanásia

O líder parlamentar do PSD descreveu hoje uma reunião "muito viva" da sua bancada, dedicada ao tema da despenalização da eutanásia, e antecipou uma maioria dos deputados sociais-democratas contra as iniciativas legislativas do PS, BE, PEV e PAN. PCP também já anunciou que irá votar contra. Centenas manifestam-se junto ao Parlamento.

"Tivemos discussão viva". Maioria dos deputados do PSD contra eutanásia
Notícias ao Minuto

13:50 - 24/05/18 por Lusa

Política Parlamento

"Tivemos uma discussão muito viva sobre a questão da eutanásia. Direi mesmo que foi o único tema e foi suficiente porque houve inúmeras intervenções, todas ou a maioria no sentido de votar contra os diplomas da eutanásia", afirmou Fernando Negrão, no parlamento.

O deputado social-democrata vincou tratar-se de "uma questão de consciência", havendo por isso liberdade de voto, e encarou com normalidade o facto de o próprio ser contra os diplomas em causa e o presidente do partido, Rui Rio, ser favorável aos mesmos.

Os projetos de lei sobre o assunto, de PAN, BE, PS e PEV, vão a debate e votação nominal na sessão plenária da próxima terça-feira, registando-se também liberdade de voto na bancada socialista

As iniciativas legislativas têm garantidos os votos do PAN, BE e PEV (22), a que se somará grande parte da bancada do PS, que tem 86 deputados.

Nas contas feitas à Lusa por deputados de vários partidos, haverá vários votos desalinhados na bancada 'rosa', entre eles o de Ascenso Simões.

Não obstante, o vice-presidente do grupo parlamentar socialista Pedro Delgado Alves considerou hoje "prematuro" antecipar o chumbo na votação nominal de terça-feira.

No PSD, com 89 deputados, determinante nesta votação, há vários parlamentares que já disseram ser a favor da morte medicamente assistida - Paula Teixeira da Cruz, Teresa Leal Coelho e Margarida Balseiro Lopes.

PCP (também) está contra

O PCP vai votar contra os projetos de lei para a despenalização da eutanásia por ser um "passo no sentido do retrocesso civilizacional" e não ser "uma questão prioritária" para o país, anunciou hoje o partido.

"A ideia de que a dignidade da vida se assegura com a consagração legal do direito à morte antecipada merece rejeição da parte do PCP", enfatizou o líder da bancada parlamentar comunista, João Oliveira.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa, na Assembleia da República, em Lisboa, a cinco dias do debate parlamentar para despenalizar e regular a morte medicamente assistida em Portugal.

Também esta quinta-feira representantes de oito comunidades religiosas, com "perspetivas distintas" sobre muitas matérias, estiveram reunidos com o Presidente da República, a quem transmitiram estar "absolutamente convergentes" em relação à eutanásia que consideram, de igual modo, ser "um retrocesso civilizacional".

Saliente-se ainda que algumas centenas de pessoas estão concentradas, desde as 12h30 de hoje, junto à Assembleia da República a lutar contra a despenalização da eutanásia.

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