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Bloco quer Hospital da Feira com autonomia para contratar enfermeiros

O BE defendeu hoje que o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV) deve ter autonomia para contratar enfermeiros, sempre que em causa estiver a substituição de outros profissionais, evitando assim a sobrecarga dos técnicos em funções.

Bloco quer Hospital da Feira com autonomia para contratar enfermeiros

Após uma reunião com a administração do equipamento que gere os hospitais de Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, o deputado Moisés Ferreira disse que é tempo de o Governo "parar de dificultar as contratações e de limitar o investimento nessas e outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, ao fazer depender as suas decisões do Ministério das Finanças".

As consequências dessas dificuldades afetam sobretudo os recursos humanos. "Em 2017, o CHEDV apresentou 124 pedidos de contratação de enfermeiros e só viu aprovados 80. Em 2018, fez mais cerca de 30 pedidos para substituição de pessoal e só recebeu autorização para três ou quatro", revelou o parlamentar à Lusa.

Essa situação é particularmente prejudicial ao CHEDV, considerando que, dos 580 enfermeiros do quadro, mais de 60 estão ausentes devido a licenças de parentalidade, gravidez de risco, baixa médica ou doença prolongada.

Disso resulta o que o BE considerou ser um ciclo vicioso: "Com menos gente a trabalhar, há uma sobrecarga de trabalho para os que estão em funções e está provado que isso depois resulta em profissionais cansados, extenuados, que entram em esgotamento e vão ter que ficar de baixa também".

O mesmo se aplica aos assistentes operacionais, cujo pedido de contratação o CHEDV tem visto "quase sempre rejeitado, o que cria um problema muito grande de operacionalidade" dentro dos seus três hospitais.

Moisés Ferreira irá, por isso, insistir junto do Governo no sentido de "garantir às administrações dos hospitais a autonomia para, sempre que estiver em causa a substituição de profissionais ausentes, procederem a contratações sem depender da autorização da tutela ou do Ministério das Finanças".

O BE quer que isso se aplique também à contratação de novos médicos, que, por esta altura do ano, já concluíram a sua formação nas especialidades médicas e estão disponíveis para recrutamento.

No caso do CHEDV, as especialidades que registam carência de profissionais são Urologia, Pediatria, Medicina Interna e Cardiologia.

"Não podemos aceitar o atraso de dez meses que se verificou o ano passado, quando os médicos que deviam ser contratados em maio de 2017 só foram recrutados em março de 2018. Este ano queremos que estes médicos já possam ser contratados em maio ou início de junho", afirmou Moisés Ferreira.

A mesma eficiência de recursos aplica-se a outras pretensões do CHEDV e do BE, sendo que uma delas é que o Governo liberte as verbas para aquisição do equipamento necessário à realização de ressonâncias magnéticas, já que os hospitais da região gastam 300.000 euros por ano a contratar esse serviço a privados e, com esse valor, os referidos aparelhos estariam pagos em dois anos e meio.

Outros dois objetivos destinam-se a melhorar o serviço prestado aos doentes com cancro: que o centro hospitalar seja autorizado a adquirir uma câmara de fluxo laminar para produção de medicamentos oncológicos, como solicitado ao Governo "há mais de um ano"; e que o CHEDV seja reconhecido como hospital oncológico, o que aumentaria o seu orçamento para essa especialidade.

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