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"Nós continuamos a apostar nos salários de miséria em Portugal"

Miguel Sousa Tavares enfatizou, no seu espaço habitual de comentário da SIC, que "o trabalhador médio de uma empresa em Portugal tem de trabalhar 46 anos, uma vida toda, para ganhar o que um administrador ganha num ano”.

"Nós continuamos a apostar nos salários de miséria em Portugal"

No habitual espaço de comentário no 'Jornal da Noite', da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho confrontou Miguel Sousa Tavares com o facto de os salários dos presidentes executivos das maiores empresas lusas terem aumentado 40% nos últimos três anos, tendo cada um ganhado em média um milhão de euros, 46 vezes mais que os trabalhadores.

O jornalista da SIC deu como exemplo concreto o CEO da Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce), que ganha 155 vezes mais do que os seus funcionários. Algo que não choca Miguel Sousa Tavares, que afirmou que o que é mais chocante não é a discrepância de valores mas sim os ordenados “de miséria” que os portugueses continuam a ter.

“O que me mais me choca nem é essa diferença entre o topo e a base, porque uma empresa tem 10 administradores e pode ter milhares de trabalhadores, não é por aí que a empresa é desfalcada. Há situações bem piores. Em Espanha ganha-se 60 vezes mais, na Suíça 130 vezes, na Alemanha 150, nos EUA 190 vezes mais, em Portugal ganham 40 vezes mais. Apesar de tudo, quer dizer que o trabalhador médio de uma empresa em Portugal tem de trabalhar 46 anos, uma vida toda, para ganhar o que um administrador ganha num ano”, explicou o comentador..

O que mais indigna Sousa Tavares é mesmo o salário médio em Portugal que “é baixíssimo e não o é nesses outros países. Dos 50 e tal mil postos de trabalho criados em Portugal nos últimos quatro anos, 75% foi com o salário mínimo, isso é que me choca. Nós continuamos a apostar nos salários de miséria em Portugal, quanto mais baixo se paga, melhor para os empresários”, disse.

Já sobre a Função Pública e as recentes declarações de António Costa, que afirmou preferir aumentar o número de funcionários públicos a aumentar os salários, Miguel Sousa Tavares referiu que a opção neste caso é simples. “Se aumentar os salários e nada mais, ele está a aumentar o défice, está a aumentar a dívida. Se aumentar o número de funcionários públicos está a criar dívida permanente, portanto, é uma escolha. As duas coisas, peço desculpa ao Jerónimo de Sousa, não sei de onde virá o dinheiro”, atirou.

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