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Auditoria à Santa Casa? São apenas "irregularidades formais"

Relatório da auditoria feita à gestão da Santa Casa de Misericórdia denuncia várias irregularidades e pressão sobre inspetores da Segurança Social. Notícia avançada pelo jornal Público diz ainda que gabinete de Vieira da Silva demorou 20 meses a homologar o documento, três meses depois de Santana Lopes ter cessado as suas funções de provedor. Ex-primeiro-ministro desvaloriza e realça feitos do seu mandato.

Auditoria à Santa Casa? São apenas "irregularidades formais"
Notícias ao Minuto

23:31 - 24/04/18 por Pedro Bastos Reis 

País Santana Lopes

Pedro Santana Lopes afirmou que o relatório da auditoria feita à gestão da Santa Casa de Misericórdia, durante o seu mandato, consiste apenas em “irregularidades formais” e negou o condicionamento no trabalho dos auditores.

Na antena da SIC Notícias, o antigo provedor desvalorizou os resultados da auditoria e não considerou que o relatório em causa tenha sido “arrasador”.

Na passada segunda-feira, recorde-se, uma reportagem do jornal Público dava conta de que do facto do Governo ter guardado durante 20 meses uma auditoria muito crítica para Santana Lopes, tendo esta sido homologada depois três meses depois de Santana Lopes ter abandonado o cargo de provedor para se candidatar à presidência do PSD. Nas diretas sociais-democratas, Santana acabou por ser derrotado por Rui Rio.

Apesar do relatório bastante crítico, que denuncia condicionamentos dos inspetores da Segurança Social e irregularidades na contração de bens, serviços e empreitadas, Santana Lopes desvaloriza e prefere destacar os resultados do seu mandato enquanto provedor.

“Na Santa Casa, ao longo destes anos, houve as melhores contas de sempre, o melhor saldo operacional, o melhor resultado positivo. Isso é o que acontece. Apoios às misericórdias do país todo, novos hospitais, resultados como nunca houve. A minha vida é feita disto”, afirmou o ex-provedor, que depois referiu que as irregularidades em causa são apenas “formais”.

“O que está aqui em causa são irregularidades formais. E os portugueses sabem que, ao fim de 30 e tal anos de cargos públicos, em que já despachei milhares de contratos e tantos milhões de euros, graças a Deus tenho a mesma vida que tive sempre ao longo dessas décadas. Isso julgo que ninguém me nega”, rematou.

Santana Lopes garantiu ainda que põe “as mãos no fogo” por Helena Lopes da Costa, que referiu ser a responsável por dirigir as compras do departamento da Santa Casa, que fez parte da sua administração e que mantém hoje funções.

Para além disso, o ex-provedor realça que esta auditoria foi “a primeira em 520 anos” e “provavelmente será a última durante muito tempo”.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social desmentiu "todas as suspeitas levantadas pela notícia hoje [segunda-feira] publicada pelo jornal Público", e “desmente que tenha existido algum tratamento diferenciado na homologação da auditoria da Inspeção Geral do MTSSS à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”.

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