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CDU pede à Câmara que "anule despejo" do centro social de Ramalde

A CDU quer que a Câmara do Porto "anule a ordem de despejo" dada ao Centro Social, Desportivo e Cultural do Bairro das Campinas para sair até ao fim do mês das instalações que ocupa em Ramalde.

CDU pede à Câmara que "anule despejo" do centro social de Ramalde

Num requerimento apresentado na quinta-feira ao presidente da autarquia, Rui Moreira, e ao vereador da Habitação, a que a Lusa teve hoje acesso, a vereadora da CDU Ilda Figueiredo defende "retomar o diálogo, anular a ordem de despejo e criar apoios à instituição" com "40 anos", que serve um bairro social "onde vivem cerca de 4.000 pessoas".

"O objetivo do despejo será demolir as instalações que, embora precárias, são as únicas que existem num bairro social onde vivem cerca de 4.000 pessoas, com grande percentagem de idosos que utilizam estas instalações para a ocupação dos seus tempos livres", descreve a vereadora.

Contactada pela Lusa, a Câmara do Porto indica que o centro "deixou há muito de cumprir os princípios subjacentes à sua criação enquanto Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), nomeadamente no que diz respeito ao funcionamento de um ATL e de um centro de convívio para idosos", sendo que "agora apenas funciona como bar".

"Considerando o desvio para o fim a que foi destinado o Centro Social Desportivo e Cultural do Bairro das Campinas, e dado que o edifício se encontra degradado, a Câmara Municipal do Porto decidiu avançar com a demolição daquele espaço, esgotadas todas as possibilidades da sua correta utilização", sustenta.

Por seu turno, Ilda Figueiredo destaca que a coletividade teve, "ao longo dos seus cerca de 40 anos de existência, atletas em diversas modalidades que ganharam os mais variados prémios".

"De notar que as instalações incluem também um ringue onde a população pratica desportos ao fim de semana, sala e equipamentos de aprendizagem de boxe, desporto em que o centro tem o campeão regional e nacional da modalidade", acrescenta a comunista.

A vereadora esclarece que, numa visita recente ao centro, tomou conhecimento de que o vereador da Habitação, Fernando Paulo, "enviou uma ordem de despejo do pavilhão pré-fabricado no Bairro das Campinas, a concretizar até ao próximo dia 31 de março".

"Solicito que estes problemas sejam resolvidos com a maior brevidade possível e me seja dada uma informação do que entretanto for realizado", acrescenta.

Ilda Figueiredo observa ainda que, "há diversos anos que a coletividade não recebe apoios da Câmara do Porto nem da Junta de Freguesia, o que tem dificultado a sua atividade, nos mais diversos planos".

"O que se impõe é retomar o diálogo, anular a ordem de despejo, criar apoios, designadamente técnicos, à instituição, melhorar as suas condições de funcionamento aos mais diversos níveis, incluindo no apoio às pessoas idosas, aos jovens e aos moradores em geral", afirmou.

Segundo a autarquia, por deixar de cumprir os princípios subjacentes à sua criação, "o centro viu retirado, pela Segurança Social, o estatuto de IPSS e o respetivo acordo de financiamento para as atividades que se propunha desenvolver".

Explica ainda que "tem monitorizado" o centro, "disponibilizando todo o apoio para resolver situações pontuais de encaminhamento de utentes", sendo que "pela própria direção foi apenas identificado um atleta de boxe".

Acrescenta que "o Pelouro da Habitação e da Coesão Social informou que se estivessem interessados poderiam articular o assunto com o Pelouro do Desporto, no sentido de se encontrar uma alternativa para o desenvolvimento da atividade desportivos, mas que não seria disponibilizado espaço para o funcionamento de bar".

A camara diz ainda ter-se mostrado "disponível para encaminhar possíveis interessados para valências de centro de convívio de idosos, não tendo sido identificada essa necessidade pela própria direção".

Para além da demolição do centro, a câmara irá também proceder "à recuperação dos espaços exteriores circundantes, na senda do investimento que o município tem realizado na criação de um contínuo urbano, que não diferencie os bairros sociais do resto da cidade".

A comissão administrativa do Centro Social revelou, numa nota informativa enviada à Lusa, que agendou para sábado, às 15:00, uma "manifestação pacífica", no "seguimento da intenção da Câmara de encerrar o atual Centro para aí fazer um parque de estacionamento para o novo Centro de Saúde".

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