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Havia soluções para "minimizar extensão do incêndio" de outubro

A Comissão Técnica Independente (CTI) sobre os incêndios concluiu que falhou a capacidade de "previsão e de programação" para "minimizar a extensão do incêndio" na região centro, que fez 48 mortos.

Havia soluções para "minimizar extensão do incêndio" de outubro
Notícias ao Minuto

18:22 - 20/03/18 por Lusa

País Comissão

Esta é uma das conclusões da comissão criada pelo parlamento, que entregou hoje o seu relatório na Assembleia da República, em Lisboa.

"Era possível encontrar soluções prévias de programação e de previsão que pudessem ter amenizado o que foi a expansão do incêndio", afirmou João Guerreiro, o presidente da comissão, em declarações aos jornalistas, no parlamento.

Para João Guerreiro, apesar de se estar em outubro, fim da época de incêndios, havia possibilidades de minimizar os efeitos dos incêndios, a 14, 15 e 16 de outubro de 2017.

Apesar de admitir que, "a partir de certa altura, não era possível dominar aquele incêndio", João Guerreiro advertiu que havia "instrumentos e capacidade para minimizar aquilo que foi extensão do incêndio", sublinhando existirem previsões meteorológicas a alertar para condições de temperatura elevadas e vento.

Questionado sobre se existiram ou não falhas das autoridades no combate às chamas, como foi indicado no relatório quanto os incêndios de junho, em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, o presidente da comissão não foi explícito, mas admitiu que as considerações feitas se mantêm.

"Muitas das recomendações [relativas os incêndios] de Pedrogão, voltam a repetir-se neste relatório", afirmou, sublinhando que "muitas das considerações estão vigentes".

João Guerreiro relembrou que a estrutura da Proteção Civil, depois alterada, era ainda a mesma dos acontecimentos de Pedrógão, entretanto alterada após a vaga de fogos do ano passado que fizeram mais de 100 mortos.

O presidente da comissão admitiu que o incêndio de 14, 15 e 16 de outubro "foi um episódio muito severo".

"Mas temos capacidade de antecipação e previsão, capacidade de planeamento que não foram esgotadas nesses momentos prévios", insistiu ainda o ex-reitor.

O responsável relativizou a questão de ter terminado a fase "Charlie" de combate aos incêndios, aquela em que há mais meios e pessoal.

"Estes episódios nem escolhem calendários administrativos nem escolhem estações do ano", disse.

E aconselhou, como já fizera no relatório quanto a Pedrógão Grande, tem que haver das autoridades, como a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), "uma flexibilidade para ter meios de previsão e combate em qualquer época do ano", embora "tendo em conta as condições meteorológicas concretas de cada época".

"Isso é possível prever", acrescentou.

Os incêndios de 14, 15 e 16 de outubro atingiram 27 concelhos da região Centro, fizeram 48 mortos e cerca de 70 feridos.

Os fogos destruíram total ou parcialmente cerca de 800 habitações permanentes, quase 500 empresas e extensas áreas de floresta nos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

Esta CTI teve a mesma composição da anterior, que analisou os fogos de junho, em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e que se alastrou a concelhos limítrofes, e a sua criação foi sugerida por Ferro Rodrigues e aceite pelos partidos no parlamento.

O documento foi entregue, pouco depois das 17h30, pelo presidente da comissão e ex-reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, numa audiência com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, com representantes dos partidos com representação parlamentar.

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