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Portugueses na final de competição para explorar mar profundo

Uma equipa de investigação portuguesa passou à final da competição internacional que visa desenvolver tecnologias para recolher informações e mapear o mar profundo em zonas de difícil acesso e ainda não exploradas.

Portugueses na final de competição para explorar mar profundo
Notícias ao Minuto

13:11 - 13/03/18 por Lusa

País PISCES

"Hoje em dia, conhecemos melhor a Lua do que o mar, exemplo disso foi o que aconteceu ao avião da Malaysia Airlines", indicou à Lusa o investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, Nuno Cruz, responsável pela equipa portuguesa.

A equipa portuguesa PISCES, composta por 24 investigadores do INESC TEC e do Centro de Investigação Tecnológica do Algarve (CINTAL), é uma das nove equipas que passaram à fase final do concurso "$7M Shell Ocean Discovery XPRIZE", tendo recebido cerca de 90 mil euros.

Segundo indicou, o objetivo desta competição é desenvolver um veículo que consiga descer até aos quatro quilómetros de profundidade, de forma a recolher imagens e vídeos de zonas profundas e remotas do mar.

Para atingir ao objetivo, a equipa portuguesa criou o submarino DART, que transporta sonares, luzes e câmaras de vídeo, capazes de recolher imagens e cartografia do fundo do mar.

Os desafios, indicou o investigador, passam por lançar o veículo a partir da costa, que deverá depois retornar, bem como assegurar a sua localização quando este se encontra a quatro quilómetros de profundidade.

Para tal, criaram três barcos: um que leva o submarino para o mar e dois que asseguram a sua localização, recorrendo a um sistema que se assemelha ao GPS mas que funciona através da emissão de sons.

Para fotografar e filmar o fundo do mar, o submarino terá que "estar suficientemente próximo para captar imagens, mas não tão próximo ao ponto de haver colisões", notou Nuno Cruz.

Devido a isso, o veículo "tem de ir assimilando automaticamente o que vai encontrando no fundo do mar, para conseguir adaptar a sua trajetória e a sua missão, de uma forma pré-programada, visto que não existe comunicação com o submarino quando este está debaixo de água", explicou.

"No INESC TEC, estamos a desenvolver tecnologia para a pesquisa do meio aquático há cerca de 20 anos e este desafio para conhecer o mar profundo está alinhado com a nossa estratégia. Acreditamos que entrar nesta competição era uma oportunidade, não tanto pelo prémio em si mas porque nos obriga a pensar em soluções novas", contou.

Em 2016 foram selecionadas 30 equipas para participarem no "$7M Shell Ocean Discovery XPRIZE", número que reduziu para 19, há um ano, durante a semifinal da competição.

Depois da realização de testes nos países das diferentes equipas (em Portugal decorreram em dezembro do ano passado, no Porto de Leixões), passaram à final quatro europeias - Portugal, Suíça, Alemã e Reino Unido -, uma japonesa e quatro norte-americanas, que receberão os prémios esta semana, num evento em Londres.

Até ao fim do ano estão previstos mais testes, realizando-se em dezembro a entrega do prémio final.

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