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Compreender o cancro exige juntar médicos e cientistas

O patologista Manuel Sobrinho Simões considerou hoje que "só se percebe o cancro juntando médicos e cientistas", comentando o anúncio de um investimento de cerca de 20 milhões de euros em investigação clínica em Portugal, até 2023.

Compreender o cancro exige juntar médicos e cientistas
Notícias ao Minuto

14:40 - 14/02/18 por Lusa

País Sobrinho Simões

Sobrinho Simões falava aos jornalistas, durante a primeira edição da 'Gago Conference', que decorre no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), a propósito do anúncio feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, sobre o apoio à investigação, através da criação de uma agência de financiamento.

O anúncio aconteceu durante a primeira 'Gago Conference on European Science Policy' (nomeada em homenagem ao antigo ministro da Ciência Mariano Gago, que visa fomentar o envolvimento de cientistas, políticos e empresários na definição de políticas europeias para reforçar a ciência e a tecnologia.

Manuel Sobrinho Simões, codiretor do i3S, considera que o Porto foi precursor nesta matéria, tendo estabelecido "há muito tempo" uma associação entre o IPO e os centros de investigação.

"Essa política está a dar os seus frutos porque se percebeu que só conseguimos evoluir na cura do cancro se o percebermos muito bem, e só se percebe o cancro se juntarmos médicos e cientistas", indicou o patologista, um dos organizadores da primeira edição da conferência, centrada no cancro e nas políticas de saúde associadas.

O patologista frisou que, recorrendo a instituições como a agência que se pretende criar, é possível formar bons profissionais de saúde.

O codiretor do i3S explicou que a agência vai permitir a criação de especializações nas áreas das ciências médicas e da saúde, aumentando igualmente a investigação de translação, sobretudo aquelas que resultam da iniciativa dos investigadores.

"Vamos começar a ter mais pessoas que vêm da clínica para a investigação fundamental e que depois voltam para clínica, fazendo uma investigação centrada no doente, o que vai ser um salto espetacular", assegurou.

Questionado sobre a criação da nova agência quando já existe a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Manuel Heitor disse que "esta área clínica tem mecanismos próprios de avaliação e de financiamento", sendo "uma especificidade tão característica da própria atividade de investigação que muitos países, nomeadamente do centro e norte da Europa, já especializaram os mecanismos de financiamento e avaliação na área, criando agências especializadas".

Portugal vai ainda integrar, através do Porto.Comprehensive Cancer Center - consórcio entre o I3S e o IPO-Porto que agrega 24 grupos de investigação - o Cancer Core Europe, uma rede europeia de investigação em cancro.

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